O escritor Shungo Matsuzaki fica obsecado por uma misteriosa mulher com quem encontra casualmente. Quando recebe uma carta convidando-o a um encontro, ele descobre que a dama é uma das esposas de seu amigo.
Um filme bastante confuso e incompreendido (com razão) de Seijun Suzuki.
Na minha percepção, o nosso protagonista foi morto pelo marido traído, e está em um limbo relembrando fragmentos de acontecimentos, que não os compreende corretamente. Essa constatação pode-se tirar de alguns diálogos no filme. Em um desses, se torna bastante claro, quando a mulher o diz "em nosso ultimo encontro morreremos como amantes". Alias, o tal marido já havia atirado no protagonista de uma forma simbólica, bem no começo do filme, após ter se encontrado com a mulher, alegando ironicamente tê-lo confundido com um pato. Só que infelizmente tudo isso fica muitíssimo confuso, onde o roteiro se torna vago em muitos momentos, e a edição do filme não é das melhores.
> ainda bem que eu não paguei > assista com tampão de ouvido, especialmente no final > obrigada por reforçar meu ódio aos homens > alemã que se torna japonesa? será que não foi o contrário? kkkkkkkkkkkkkkk
Depois da sessão saio com uma certeza absoluta, de que passei muito distante de encontrar a compreensão da mensagem de Suzuki, mas toda a forma imaginada e onírica que ele impõe sobre a encenação teatral aliado à uma fotografia sublime já me bastam.
a priori achei o filme demasiadamente pesado, passível de compressão, a ponto de, a favor da longa duração, o que seria concomitante com uma cultura fechada em sua tradição, fugir de certos pontos da narrativa. certo que o filme carrega, deveras, traços de uma tradição oriental - a cena inicial das flores derramadas pela mulher, o caso da traição como é conduzido, a encenação teatral etc - mas o filme peca, talvez, na estetização forçada do imaginário construído. mas, lembremos, Kagerô-za recebe o título, em português, de Teatro das Ilusões. Talvez o forçado apelo ao imaginário seja, mesmo, uma cortina da ilusão proposta por Suzuki.
em qualquer dúvida, incluo-o à lista de filmes a rever. talvez na terceira, ou quarta, revisada eu venha com novos olhares que uma primeira impressão deixa escapar e negue o que aqui digo, inocentemente.
Um filme bastante confuso e incompreendido (com razão) de Seijun Suzuki.
Na minha percepção, o nosso protagonista foi morto pelo marido traído, e está em um limbo relembrando fragmentos de acontecimentos, que não os compreende corretamente. Essa constatação pode-se tirar de alguns diálogos no filme. Em um desses, se torna bastante claro, quando a mulher o diz "em nosso ultimo encontro morreremos como amantes". Alias, o tal marido já havia atirado no protagonista de uma forma simbólica, bem no começo do filme, após ter se encontrado com a mulher, alegando ironicamente tê-lo confundido com um pato. Só que infelizmente tudo isso fica muitíssimo confuso, onde o roteiro se torna vago em muitos momentos, e a edição do filme não é das melhores.
sonhos, sonhos e sonhos...
> ainda bem que eu não paguei
> assista com tampão de ouvido, especialmente no final
> obrigada por reforçar meu ódio aos homens
> alemã que se torna japonesa? será que não foi o contrário? kkkkkkkkkkkkkkk
Depois da sessão saio com uma certeza absoluta, de que passei muito distante de encontrar a compreensão da mensagem de Suzuki, mas toda a forma imaginada e onírica que ele impõe sobre a encenação teatral aliado à uma fotografia sublime já me bastam.
a priori achei o filme demasiadamente pesado, passível de compressão, a ponto de, a favor da longa duração, o que seria concomitante com uma cultura fechada em sua tradição, fugir de certos pontos da narrativa. certo que o filme carrega, deveras, traços de uma tradição oriental - a cena inicial das flores derramadas pela mulher, o caso da traição como é conduzido, a encenação teatral etc - mas o filme peca, talvez, na estetização forçada do imaginário construído. mas, lembremos, Kagerô-za recebe o título, em português, de Teatro das Ilusões. Talvez o forçado apelo ao imaginário seja, mesmo, uma cortina da ilusão proposta por Suzuki.
em qualquer dúvida, incluo-o à lista de filmes a rever. talvez na terceira, ou quarta, revisada eu venha com novos olhares que uma primeira impressão deixa escapar e negue o que aqui digo, inocentemente.