Um filme-temporal, na chuvosa Tiradentes. Tive o orgulho de converter-me em amigo do diretor, muito inteligente na construção de sua 'persona' publicamente lacônica. Há muito a ser dito, entretanto, como o próprio filme bem o demonstra, nas explosões de sons, imagens e objetos internos. Os personagens reais do filme são fascinantes e há algo de mágico na evolução da montagem, em como a evolução dos eventos é perpassada por invasões de imagens de arquivo, por gravações autocríticas no mundo como zombam (reverencialmente) do ideário 'emo'. Um filme sobre a novidade, sobre o hoje que logo vira amanhã. Particularmente, fiquei incomodado com o excesso de diálogos e falas em inglês, mas até mesmo isso possui um caráter sintomático, acerca do que o filme propõe enquanto provocação e análise conjuntural, de uma realidade em perene mutação e distorção midiática. Gostei muitíssimo, sobretudo quando começaram a dizer que este filme era um gêmeo xifópago daquele que co-realizei. Uau! (WPC>)
Um filme-temporal, na chuvosa Tiradentes. Tive o orgulho de converter-me em amigo do diretor, muito inteligente na construção de sua 'persona' publicamente lacônica. Há muito a ser dito, entretanto, como o próprio filme bem o demonstra, nas explosões de sons, imagens e objetos internos. Os personagens reais do filme são fascinantes e há algo de mágico na evolução da montagem, em como a evolução dos eventos é perpassada por invasões de imagens de arquivo, por gravações autocríticas no mundo como zombam (reverencialmente) do ideário 'emo'. Um filme sobre a novidade, sobre o hoje que logo vira amanhã. Particularmente, fiquei incomodado com o excesso de diálogos e falas em inglês, mas até mesmo isso possui um caráter sintomático, acerca do que o filme propõe enquanto provocação e análise conjuntural, de uma realidade em perene mutação e distorção midiática. Gostei muitíssimo, sobretudo quando começaram a dizer que este filme era um gêmeo xifópago daquele que co-realizei. Uau! (WPC>)