Cameraman Damien Parer has just returned from the front in New Guinea, where he's documented Australian troops in action. He explains this to us in a prolog. We then see air drops of supplies, wounded men being carried on stretchers by native porters, and men leaving camp to go to the front. There's a tiny bit of possibly staged combat footage. A narrator explains that the Japanese soldiers are expert at disguise, and how important support from the home front is.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Linha de Frente de Kokoda! (1942)
Sinopse: O cinegrafista Damien Parer acaba de retornar da frente de batalha na Nova Guiné, onde documentou as tropas australianas em ação. Ele nos explica isso em um prólogo. Em seguida, vemos lançamentos aéreos de suprimentos, feridos sendo carregados em macas por carregadores nativos e homens deixando o acampamento para ir para a frente de batalha. Há um pequeno trecho de filmagem de combate, possivelmente encenada. Um narrador explica que os soldados japoneses são especialistas em disfarces e a importância do apoio da retaguarda.
OBS.:
Em 1942, com a queda de Cingapura , a Austrália perdeu quase uma divisão inteira capturada. O resto da força militar profissional da Austrália - a Força Imperial Australiana (AIF) ainda estava no Oriente Médio lutando contra o Eixo. A Austrália, então, só dispunha de conscritos disponíveis que eram considerados impróprios para tarefas de combate. Estes eram conhecidos como 'chocos' - acreditava-se que eles iriam 'derreter' no calor da batalha. Os chocos foram mantidos em tarefas domésticas, como trabalhar no descarregamento de cargas.
Dadas as circunstâncias em que esses homens eram os únicos imediatamente disponíveis para defender a Nova Guiné, eles foram levados para o norte com um mínimo ou nenhum treinamento de combate. De Port Moresby, eles foram enviados pelo tortuoso Owen Stanley Range ao longo da única pista - a pista de Kokoda até que eles entraram em contato com as forças japonesas imperiais que vinham da pista na direção oposta.
A história de Kokoda é de homens de uma dessas unidades, sub-treinados, sub-provisionados enviados para enfrentar soldados japoneses endurecidos pela batalha em um esforço desesperado para salvar a Austrália.
Kokoda (também conhecido como Kokoda - 39th Battalion ) é um filme australiano de 2006 dirigido por Alister Grierson e é baseado nas experiências das tropas australianas que lutaram contra as forças japonesas durante a campanha Kokoda Track de 1942.
CURIOSIDADES HISTÓRICAS:
Treze dias caminhando pelas selvas implacáveis de Papua. Treze dias sem suprimentos, sem segurança, quase sem esperança. Treze dias para os homens do 2/27º Batalhão de Infantaria Australiano — homens comuns — enfrentando uma das campanhas mais duras da Segunda Guerra Mundial.
Eles não eram heróis de profissão. Eram agricultores, balconistas, professores, operários. Pessoas de vidas simples, empurradas para circunstâncias extremas onde sobreviver já parecia impossível.
No fim de 1942, durante a Campanha de Kokoda, ficaram isolados atrás das linhas japonesas. A comida havia acabado. A munição estava no fim. O caminho adiante era incerto. Ao redor, a selva se fechava como uma muralha viva — lama que prendia as botas, chuvas de monção que encharcavam até os ossos, cipós que se enroscavam como armadilhas, e uma escuridão tão densa que parecia engolir o sol. A doença avançava silenciosa entre eles. A fome corroía por dentro. Dormir era um luxo roubado em poucos minutos.
Mesmo assim, eles continuaram.
Passo após passo. Dia após dia. Lutando. Acreditando que sobreviver — e resistir — ainda era possível.
Quando finalmente chegaram a Itiki, depois de quase duas semanas de isolamento, as imagens registraram o que as palavras mal alcançam: rostos cavados, olhos fundos, corpos reduzidos ao limite — mas uma determinação intacta.
Eles seguraram a linha. Ganharam tempo precioso para os Aliados. E ajudaram a alterar o rumo da Campanha de Kokoda, um ponto crucial na defesa da Austrália contra o avanço japonês.
E não foi o fim. Muitos desses homens seguiram lutando na Nova Guiné e em Bornéu, carregando consigo o mesmo espírito que os manteve vivos na selva.
Não é apenas uma história de guerra.
É uma história de resistência.
De companheirismo.
De homens comuns que se recusaram a ceder quando tudo ao redor desmoronava.
Mais de oitenta anos depois, o legado permanece — lembrando que, às vezes, a verdadeira vitória não está nas armas ou na força bruta, mas na capacidade de continuar quando tudo parece perdido.