minha primeira aproximação com o trabalho da yayoi kusama foi com suas instalações singulares: espaços implacavelmente rodeados por bolinhas e excessivamente saturados pelas cores; claro que fiquei entusiasmado com a singularidade da obra e excitado com a iminente descoberta; quem mais poderia venerar com tanto fatalismo aqueles pequenos círculos como a kusama?
é bonito porque no caso dela o elo artista-arte é completamente visível, nada é hermético, trata-se de uma sinceridade pública, a obra da kusama é uma propaganda da sua própria neurose, uma imposição psicológica; kusama dá corpo às suas pinturas, geografia às suas esculturas e estrutura às suas instalações porque é vítima de uma morbidez, de uma tara patológica, de uma obsessão fetichista e atormentadora; sua obra é uma antologia de belas fatalidades
minha primeira aproximação com o trabalho da yayoi kusama foi com suas instalações singulares: espaços implacavelmente rodeados por bolinhas e excessivamente saturados pelas cores; claro que fiquei entusiasmado com a singularidade da obra e excitado com a iminente descoberta; quem mais poderia venerar com tanto fatalismo aqueles pequenos círculos como a kusama?
é bonito porque no caso dela o elo artista-arte é completamente visível, nada é hermético, trata-se de uma sinceridade pública, a obra da kusama é uma propaganda da sua própria neurose, uma imposição psicológica; kusama dá corpo às suas pinturas, geografia às suas esculturas e estrutura às suas instalações porque é vítima de uma morbidez, de uma tara patológica, de uma obsessão fetichista e atormentadora; sua obra é uma antologia de belas fatalidades
um gato coberto de bolinhas fica tão gracioso