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Data de lançamento
19 Jan. 2017Duração
Em uma aldeia na Sicília, Pietrammare, pontual como o horário de verão, vem o tempo da eleição para a escolha do novo prefeito. Dominando por anos sobre o lugar, está Gaetano Patane, o prefeito histórico da pequena cidade siciliana. Um lobista pronto para usar toda a política de armas para criar um consenso em torno dele. A ele se opõe Pierpaolo Natoli, um professor na casa dos cinquenta, que foi para a política pela primeira vez, apoiado por um pequeno grupo de ativistas para fornecer a filha de 18 anos, Betty, uma alternativa por ocasião de sua primeira votação . Nossos dois heróis Salvo e Valentino estão em lados opostos: o manhoso Salvo oferece seus serviços a Patane, desde a vitória em todas as pesquisas; enquanto Valentino toma o campo ao lado do Natoli. Além da rivalidade, porém, ambos têm como objetivo alcançar um "favor" que poderia mudar suas vidas: um pequeno quiosque de bebidas colocadas na praça principal da vila que iria expandir a clientela e os rendimentos.
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A HBO/MAX está transmitindo como A HORA DA MUDANÇA
Aí vemos que as críticas na Itália não são tão diferentes das do Brasil kkkk
Filme bem bobinho, mas um bom passatempo.
Bom, o filme é legalzinho, assistível, com boa atuação do elenco.
Mostra as dificuldades que as mudanças implicam numa cultura engessada, a qual as pessoas gostam de reclamar, mas não querem colaborar pelo bem comum.
O que achei exagerado foram as aplicações de multas. Em uma certa cena mostra que as multas não eram fiscalizadas (no momento que o personagem sabota a lixeira do amigo), então mostrou o lado frágil da mudança proposta pelo prefeito. Outro ponto também é que as mudanças vieram de um vez só, e isso implica numa forte reestruturação. Como que se fecha uma fábrica, deixando muitos desempregados, sem ter antes uma alternativa para a população não ficar desamparada. Tipo, o prefeito foi um pouco extremo, fechando estabelecimentos irregulares, acarretando uma depressão na economia da cidade.
Por outro lado, a cidade ficou linda. Mas a população não estava nem aí para isso.
É claro, eu sei, é uma comédia crítica, bem pastelão, que em momento nenhum eu ri, mas acho válido a mensagem.
E outra: não reflete a realidade brasileira, pois sofremos de corrupção no poder. No Brasil falta pessoas de coragem, como o prefeito do filme, para serem políticas e não se corromperem. O mimimi dos coitadistas é grande, ao ficarem associando o Brasil com o que tem de ruim nos outros países.
Querer que algo funcione é um fardo deveras pesado, ainda mais quando o que se quer não está proporcionalmente relacionado aos sacrifícios necessários para se conseguir.
Uma contundente crítica a sociedade... seja ela italiana ou de qualquer parte do mundo. As pessoas se agrupam e buscam incansavelmente uma posição que lhes dê "benefícios" sobre as demais pessoas ou grupos. Este é o molde "político" praticado sem exceção onde quer que exista corrupção... e onde há humanidade sempre tará alguém querendo tais benefícios e se sobrepor aos demais. E agora!? Será que com este texto condeno a humanidade a um fim sem solução para este dilema? Não!!! Apenas que expor a realidade de que muitas vezes esta vontade fala mais alto dentro de cada um... e passa para a prática, intencional ou não, que é criminosa. Então? Vigiar sempre!
Deliciosa comédia que constrói uma crítica ácida ao sistema político e social de uma cidade fictícia no litoral da Itália, onde a honestidade de um novo prefeito é colocada à prova, pois as mudanças implementadas por seu governo, apesar de colocarem a prefeitura e o visual da cidade em ordem, desagradaram aos seus moradores, visto terem gerados mais autuações por desobediência às leis do município. Uma guerra de contradições que pode muito bem se impor em qualquer lugar do mundo.