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Sinopse
Uma visão crua do amor em uma cidade hostil do Caribe, ‘La bachata de Biónico’ segue um romântico desesperado viciado em crack, que deve assumir o controle de sua vida se quiser se casar com a mulher que ama.
Tenho um problema pessoal envolvendo o consumo de 'crack', por alguém com relacionamento muito próximo a mim, de modo que, quando li a sinopse deste filme, temi ser afetado negativamente, em termos emocionais. A abordagem é quase cômica, com o mesmo tom de amoralidade que caracteriza TRANSIPOTTING - SEM LIMITES, meu filme favorito do fim da adolescência. Na verdade, há uma diferença na abordagem: uma competição entre protagonismos, entre Biônico e o hiperativo Calvita, que também erige uma bachata intra-documental para si. E é quando o filme deixa de ser a obra-prima que quase foi, quando conseguimos identificar, através da personificação estilizada do 'rapper' El Napo, que trata-se de uma ficção mui elaborada, e não do documentário anunciado pelos personagens. A montagem é alucinante, a direção é primorosa e a inserção de canções-tema e trilha musical impressiona pela celeridade, tudo combinando para que experimentemos algo similar ao protagonista, quando sob efeito das substâncias alucinógenas que ingere. Há uma droga ainda mais avassaladora, que não deve ser combinada com as outras: o amor. Esta, eu consumi aos borbotões, inclusive durante a sessão. Estou sob efeito tão intensificado que, quando o filme muda de tom, após os "parênteses emocionais" que acrescenta, não consegui parar de pensar nele... Foi muito pessoal, a assimilação. Não como eu pensava, receando uma exposição compartilhada de traumas, mas via ressignificação do direito às pessoas de buscarem as próprias saídas para os tormentos íntimos, Filme incrível, surpreendente. Amei - porque amo, inconseqüente e alucinadamente! (WPC>)
"Bachata" é um gênero musical caribenho originado na República Dominicana cujo ritmo e características, um tanto similar ao bolero, conta com letras que normalmente envolvem histórias de amor, respeito, e bastante movimento. Já Biônico é apenas nosso protagonista nesta comédia, que não necessariamente precisa de explicações para seu nome.
Na introdução, apesar do início onírico, que mostra o homem voando nas nuvens, o que se segue é uma violenta queda no chão. Mas ele se levanta, põe os óculos escuros e segue.
Viciado em drogas, Biônico vive de forma precária e se vira como pode nas ruas do local onde mora. Ao descobrir que seu grande amor, Flaca, está em vias de sair de uma clínica de reabilitação, ele precisa se recompor para evitar que a mulher de sua vida lhe escape pelos dedos, o que envolverá a procura de um emprego e a tentativa de largar o crack.
Tenho um problema pessoal envolvendo o consumo de 'crack', por alguém com relacionamento muito próximo a mim, de modo que, quando li a sinopse deste filme, temi ser afetado negativamente, em termos emocionais. A abordagem é quase cômica, com o mesmo tom de amoralidade que caracteriza TRANSIPOTTING - SEM LIMITES, meu filme favorito do fim da adolescência. Na verdade, há uma diferença na abordagem: uma competição entre protagonismos, entre Biônico e o hiperativo Calvita, que também erige uma bachata intra-documental para si. E é quando o filme deixa de ser a obra-prima que quase foi, quando conseguimos identificar, através da personificação estilizada do 'rapper' El Napo, que trata-se de uma ficção mui elaborada, e não do documentário anunciado pelos personagens. A montagem é alucinante, a direção é primorosa e a inserção de canções-tema e trilha musical impressiona pela celeridade, tudo combinando para que experimentemos algo similar ao protagonista, quando sob efeito das substâncias alucinógenas que ingere. Há uma droga ainda mais avassaladora, que não deve ser combinada com as outras: o amor. Esta, eu consumi aos borbotões, inclusive durante a sessão. Estou sob efeito tão intensificado que, quando o filme muda de tom, após os "parênteses emocionais" que acrescenta, não consegui parar de pensar nele... Foi muito pessoal, a assimilação. Não como eu pensava, receando uma exposição compartilhada de traumas, mas via ressignificação do direito às pessoas de buscarem as próprias saídas para os tormentos íntimos, Filme incrível, surpreendente. Amei - porque amo, inconseqüente e alucinadamente! (WPC>)
"Bachata" é um gênero musical caribenho originado na República Dominicana cujo ritmo e características, um tanto similar ao bolero, conta com letras que normalmente envolvem histórias de amor, respeito, e bastante movimento. Já Biônico é apenas nosso protagonista nesta comédia, que não necessariamente precisa de explicações para seu nome.
Na introdução, apesar do início onírico, que mostra o homem voando nas nuvens, o que se segue é uma violenta queda no chão. Mas ele se levanta, põe os óculos escuros e segue.
Viciado em drogas, Biônico vive de forma precária e se vira como pode nas ruas do local onde mora. Ao descobrir que seu grande amor, Flaca, está em vias de sair de uma clínica de reabilitação, ele precisa se recompor para evitar que a mulher de sua vida lhe escape pelos dedos, o que envolverá a procura de um emprego e a tentativa de largar o crack.
Crítica completa no site Tardes de Cinema.