Ao mesmo tempo que a propria estrutura e montagem do filme é revolucionária, se propondo a romper com o fazer cinema burguês, o filme critica jovens burgueses modernos preocupados com a revolução, jovens que poderiam ser facilmente o próprio godard. Nesse sentido o filme é uma autocrítica, um processo dialético em forma de cinema, terminando não como critica por critica mas como proposta á melhora.
Excelente demonstração do virtuosismo desse autor no cinema político, ao mesmo tempo que bate uma tristeza de saber que coisas assim não podem mais ser feitas pois a indústria prefere a coragem da covardia ideológica.
primeira vez que eu assisti eu achei que o godard tava passando por uma crise identitária e que queria botar isso pra fora
reassistindo eu acho que ele só tava criticando os revolucionários de sofá mesmo
comentei isso com meu amigo e ele disse que nossas interpretações dizem muito mais sobre o momento da nossa vida em que estamos do que sobre a obra de arte em si
Ao mesmo tempo que a propria estrutura e montagem do filme é revolucionária, se propondo a romper com o fazer cinema burguês, o filme critica jovens burgueses modernos preocupados com a revolução, jovens que poderiam ser facilmente o próprio godard. Nesse sentido o filme é uma autocrítica, um processo dialético em forma de cinema, terminando não como critica por critica mas como proposta á melhora.
Excelente demonstração do virtuosismo desse autor no cinema político, ao mesmo tempo que bate uma tristeza de saber que coisas assim não podem mais ser feitas pois a indústria prefere a coragem da covardia ideológica.
primeira vez que eu assisti eu achei que o godard tava passando por uma crise identitária e que queria botar isso pra fora
reassistindo eu acho que ele só tava criticando os revolucionários de sofá mesmo
comentei isso com meu amigo e ele disse que nossas interpretações dizem muito mais sobre o momento da nossa vida em que estamos do que sobre a obra de arte em si
é... acho que eu concordo.
Caráter amplamente didático. Um dos favoritos do Professor John Fletcher.
tem uma coisa que só o Godard consegue fazer. Enquanto eu assisto a seus filmes, sempre convivo com dois pensamentos simultâneos:
1) "Genial, lindo, foda. arte, maravilhoso!"
2) "Que porre hein, isso não acaba nunca? 90 minutos que parecem 900"