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Na Idade Média, a princesa Ada (Steele), acusada de bruxaria e práticas de vampirismo, é condenada a uma morte terrível: inquisidores cruéis cravam em sua face uma máscara amaldiçoada repleta de lâminas pontiagudas (a máscara do demônio, naturalmente). Mas antes que eles o façam, a bruxa ameaça a todos e promete voltar para se vingar e dar continuidade a seu legado de sangue e horror... E ela voltará...
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Confiram minha ilustração e crítica referentes a este filme em: https://www.behance.net/gallery/248239805/Il-ritratto-della-strega
(...) O chiaroscuro cinematográfico de Mario Bava é algo que ainda assombra, raramente foi igualado nesses últimos 60 anos. Pouco importa se o enredo, vagamente inspirado em Viy de Nikolay Gogol, poderia ser taxado de clichê, mesmo então. Ninguém se pergunta sobre originalidade quando está tendo um pesadelo e é isso que Bava se propõe a filmar. O gótico não como (mais) um meio de contar uma história, mas como o processo de criação de um mundo, de um estado de espírito, uma atmosfera muito mais sinistra e perturbadora do que a própria Hammer Films estava disposta a ser na época. Um conto de fadas macabro no qual Barbara Steele poderia ser tanto a princesa encantada quanto a bruxa malvada, e escancarar quão intercambiáveis tais papéis poderiam ser. (...)
Artigo completo: "(Re)Assistindo: Os Góticos Italianos de Barbara Steele" no Reminiscências de um Lorde Velho: https://lordevelho.blogspot.com/2023/08/Barbara-Steele.html
O filme tem ótimas trilha sonora e atmosfera, mas achei-o chato.
O que mais me incomodou foram os diálogos, que mais pareciam recitados do que interpretados.
Filme 071/2025
Visto em 13/04/2025
Este é o sétimo filme do Mario Bava que eu assisto e foi, facilmente e de longe, o pior na minha opinião. O que é curioso, visto que é usualmente considerado um dos melhores filmes dele. Mas, para mim, faltou algo a mais. O filme soou muito mecânico para mim, muito padrão. É semelhante a dezenas de outros filmes de bruxa e de casa assombrada em preto e branco do final dos anos 1950 e início dos anos 1960, como os filmes de William Castle, Hammer e até mesmo dos filmes mexicanos de brujas da época. E, para mim, o filme do Mario Bava não teve nada que o destacasse dos demais. Tem alguns pontos inspirados, mas poucos, como o rosto perfurado da bruxa ou a cena brutal no início e só.
Senti falta, inclusive, da tensão. Mario Bava, em todos os outros 6 filmes que assisti dele, tinha pelo menos uma cena que me deu medo, tensão e desconforto, sendo este aqui o primeiro filme dele que, a meu ver, não constroi com a devida eficiência a tensão, chegando perto apenas na cena do Dr. Kruvajan no túmulo. A sequência final é boa também, mas não o suficiente para evitar minha primeira decepção com o diretor italiano.
Nota: 7.2.