Lorde Velho
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Últimas opiniões enviadas

Lorde Velho
2 semanas atrás

(...) Aos 27 anos, Alice Krige emana tal força, dignidade e estranheza que consegue se impor até mesmo diante de veteranos do calibre de Fred Astaire, John Houseman, Douglas Fairbanks Jr. e Melvyn Douglas. Quando ela se volta para Mark Chamberlin, na fatídica cena em que vira o jogo contra os quatro rapazes que tentam pressiona-la, e diz que vai dar uma "mordida" nele, nós quase podemos sentir essa "mordida". O senso de ultraje, a justa raiva pelo patético daquela situação. É uma performance tão poderosa que, sozinha, desmonta as pretensões de Peter Straub, e seu mecanismo literário tão engenhoso em manipular arquétipos e mitos, mas que parece não compreender as verdades (e fraquezas) humanas mais simples. Seus velhos e empoados aristocratas (que Jacqueline Brookes descreve, no filme, como um bando de corujas) não tem nobreza alguma a resgatar. São só covardes. E, sem surpresa, é assim que o experiente elenco de estrelas opta por retrata-los. "Qual foi a pior coisa que você já fez?", "Não vou contar, vou contar a pior coisa que ME aconteceu." Como poderiam entender de outra forma? Sem a prosa de Straub para disfarça-los, os reis estão nus. (...)

Artigo completo: "Redimindo Eva Galli" no Reminiscências de um Lorde Velho: https://lordevelho.blogspot.com/2025/03/ghost-story.html

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Lorde Velho
2 semanas atrás

(...) E acho que é isso o que fica depois de se conferir essa “pequena” amostra de seis horas de Dark Shadows. Uma vontade... de ver mais. O que é irônico, considerando a quantidade de vezes em que me peguei impaciente com as enroladas voltas da trama, e aquela impressão generalizada de que mal havia a intenção de que aquilo tudo chegasse em algum lugar (eu disse acima que The Vampire Curse poderia ser mais condensado, e sustento isso), mas quando acaba... te bate um vazio. Não é exatamente um desejo de ver o que iria acontecer depois, não é isso... é mais uma vontade de... ficar ali. Naquele cenário. Naquela luz. Naquele estado de espírito de pálidos e melancólicos tons de verde e marrom. As musiquinhas, aquelas que, enquanto você assiste, podem te soar repetitivas e cafonas, começam a ecoar nos ouvidos, e velar os nossos devaneios. A caixinha de música da Josette... O gramofone de Quentin... E você começa a sentir uma necessidade de ver se tem alguma coisa de parecido na sua coleção. Algo que remeta à essa atmosfera, a esse tom. O que? A Colina Escarlate? Não, requintado demais. Penny Dreadful? Hum, maravilhoso, mas... não, sério demais. Os filmes dos anos 70? Pior que não. Agora entendo porque House of Dark Shadows e Night of Dark Shadows não eram considerados satisfatórios para fãs da série. Eles são interessantes, mas falta o fator de imponderabilidade de um enredo que vai se construindo dia a dia, quase de improviso. A filmagem num take só, que deixa ir ao ar todas as imperfeições e arestas, cada gaguejada do elenco, cada hesitação de um olhar que busca pelas falas reescritas de última hora por trás das câmeras, o “se vira nos trinta” pra resolver uma cena, enquanto parte do cenário desaba, e ainda segurar a audiência para a cena seguinte. Não tem nada disso nos filmes. Nem nos livros, nem nos quadrinhos, nem em nada do que a “franquia” virou no decorrer dos anos. Essa... vida... que me parece cada vez mais preciosa, nesses tempos de internet morta, e “arte” feita por IA... Como? O filme do Tim Burton? Nem me faça rir! (...)

Artigo completo: "Uma pequena amostra de Dark Shadows" no Reminiscências de um Lorde Velho: https://lordevelho.blogspot.com/2026/07/uma-pequena-amostra-de-dark-shadows.html

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Lorde Velho
6 meses atrás

(...) E que série deliciosa ela era!😍 As temporadas finais, de 1968 e 1970, (...) somam nada menos que seis notáveis adaptações de clássicos da literatura gótica em longa metragem, indo desde o Frankenstein com o Ian Holm fazendo ambos os papéis, do doutor e do monstro, até A Jóia das Sete Estrelas, do Bram Stoker (adaptado como Curse of the Mummy, e um elenco tarimbado de figurinhas da Hammer Films), passando pelo Clube do Suicídio, de Robert Louis Stevenson, Uncle Sylas, de Sheridan Le Fanu, e uma releitura incrivelmente sombria de Sweeney Todd, que muito pouco lembra aquele musical macabro, mas, acima de tudo, divertido, do Tim Burton. Mas o maior destaque, pra mim, ao lado do Drácula, é mesmo a adaptação livre, de 1966, de A Queda da Casa de Usher. Um dos dois únicos segmentos da primeira fase da série a sobreviver às inacreditáveis políticas de "reaproveitamento de fita" das redes de televisão britânicas nos anos 60 (o outro sendo o fidelíssimo A Porta Aberta, de Margaret Oliphant). E isso porque Susannah York torna a quase invisível Madeleine Usher, do conto, a legítima protagonista da história, num desempenho tão febril e alucinante que, de certa forma, parece antecipar, e mesmo se harmonizar, com a espevitadíssima Lucy de Susan George. Impressão reforçada por também contar com Denholm Elliot como seu vampiresco e, claro, incestuoso irmão Roderick, numa mudança de foco bastante bem vinda em relação ao original de Poe, sempre com suas mulheres etéreas, idealizadas e, no limite, ausentes, fazendo dessa versão um caso praticamente único dentre todas as adaptações. (...)

Artigo completo: "Mistério e Imaginação: o Drácula de 1968" no Reminiscências de um Lorde Velho: https://lordevelho.blogspot.com/2025/07/mystery-and-imagination.html

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  • Filmow 3 semanas atrás

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    Bons filmes!
    Equipe Filmow

  • Fernanda Echuya 6 anos atrás

    meu Querido! sem problemas.
    estou usando essa rede mais pra catalogação dos filmes do que pra interação.
    Já vi sua lista de cabo a rabo... muito mais prático assim.
    E a indicação foi sua!
    Agradeço _/\_

  • Fernanda Echuya 6 anos atrás

    meu querido, estou discordando veemente desse site que diz que nosso grau de compatibilidade cinéfila é desconhecido. O descritivo diz que a cada 5 avaliações iguais 1 grau de compatibilidade. Vi sua lista de favoritos e avaliações e temos muita coisa em comum, de verdade, não entendi isso nesse site. 🤷🏽‍♀️