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Data de lançamento
20 Junho 2003Duração
A saga de uma família italiana desde o fim dos anos 60 até os dias atuais. Os irmãos Nicola (Luigi Lo Cascio) e Matteo Carati (Alessio Boni) dividem os mesmos sonhos, esperanças, leituras e amizades até o dia em que conhecem Giorgia (Jasmine Trinca), uma garota com distúrbios psíquicos. Nicola começa a militar no movimento estudantil e, mais tarde, se torna um psiquiatra, enquanto Matteo abandona os estudos e entra na polícia. O percurso dos dois e do resto da família é apresentado paralelamente a acontecimentos importantes da história recente da Itália: a inundação de Florença, a luta contra a máfia e os grandes jogos de futebol da seleção nacional.
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É quando eu vejo filmes como esse que eu volto a me apaixonar por essa arte tão maravilhosa como o cinema.
Quando vi a duração fiquei surpresa (o filme mais longo que tinha visto até então era Napoleão com suas 5 horas e pouco), mas desde o momento que Giorgia entra em cena o filme me fisgou e quando pensei que não, lá estava eu chorando quando
o pai ficou doente
suicídio de Matteo (não me lembro a última vez em que fiquei tão chateada com a morte de um personagem, como se fosse alguém que eu conhecesse de verdade.
É o que eu sempre digo: a duração de um filme pouco importa; o que realmente importa é se os personagens são cativantes o bastante para sustentar a história, curta ou longa. Um filme pode ter apenas 90 minutos, ou até menos, mas se os personagens forem chatos, e a trama desinteressante, a pessoa não vai ver a hora de o filme acabar.
E ao final do filme eu estava às lágrimas novamente, pensando putaquepariu que filme lindo do caralho. E mais um vez dou graças ao 1001 filmes, porque se não fosse por ele, de que outra maneira eu teria conhecido essa joia rara, da qual nunca tinha ouvido falar?
Nesse épico de 6 horas de duração acompanhamos uma família entre os anos de 1966 e 2003 em meio a vários eventos da história italiana recente. Um dos pontos fortes é o elenco muito competente que nos faz gostar dos personagens mesmo quando cometem ações moralmente reprováveis. Luigi Lo Cascio é de certa forma a bússola moral da história; Alessio Boni (um sósia italiano de Hugh Jackman) faz um homem intempestivo e até truculento mas que esconde uma depressão que nem os familiares conseguem perceber; Sonia Bergamasco tem o arco dramático mais acentuado,
indo de jovem idealista a mulher perturbada pelos anos passados na prisão;
Um verdadeiro épico humanista onde os fatos históricos se equilibram com o desenvolvimento dos personagens. Ouro puro.
sentimentalismo insosso.
assisto esse no dia em que uma verificada aleatória cria uma polemica no twitter onde filmes de 3h+ são desnecessários ou que talvez fossem melhor em formato de minissérie... pois bem, numa geração onde tudo tem que ser imediato longas como esse aqui vão sendo esquecidos e talvez nunca apreciados, quem iria assistir um filme com 6 horas de duração quando a opção do lado é o próximo lançamento da marvel que você pode ignorar toda sua extensão e focar só na cena pós credito?.
Dito isto, a historia de dois irmãos da classe media italiana durante 40 anos foi a coisa mais interessante que assisti em 2023, com todos os eventos em que eles presenciaram, todas as vidas que se foram e todas as novas que foram geradas, além de toda personalidade e charme seja na trilha sonora ou os locais apresentados.
Finamente conferi este filme - e, não vou mentir as expectativas eram mui elevadas. Além de ser o único título da minha edição do guia "1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer" que eu ainda não havia conferido, os elogios são abundantes por parte da unanimidade crítica. Por um lado, dá para entender o porquê (de fato, o Giordana insiste em emular Pasolini em cada gesto cotidiano), mas, por outro, nem tanto (o mesmo Giordana não se desvencilha da moralidade pequeno-burguesa). Gosto muito de como o filme começa, de como mergulhamos subitamente nos dramas daquela família. Porém, o roteiro e a construção dos personagens parece infringir o conselho que o professor-médico de Nicola lhe concede, num momento-chave: é difícil nutrir empatia por aqueles estereótipos profissionais acumulados. Apesar de sabermos os nomes de todos eles e de conhecermos os seus dramas, há algo de mui esquemático na construção dos problemas e motes enredísticos. Excetuando-se Matteo e Giulia, os personagens beiram a caricatura melodramática, sem nuanças. São todos magistralmente interpretados, claro, e o filme é muito eficiente em seus atributos técnicos, mas a História é inserida como pano de fundo do roteiro mais como um chiste "forrestgumpiano" que como uma atualização pasoliniana. O filme parece uma cartilha de continuidade heterossexual familiar, sem a complexidade que um Marco Bellochio traria, por exemplo. Em dado momento, eu não suportava mais avançar naquele lenga-lenga xaroposo e saudosista (vide o que acontece na quinta hora de projeção, por exemplo). Não chega a ser uma experiência desperdiçada, mas é um filme cansativo e conservador (num sentido não agradável para o termo). Saí da sessão irritado e desagradado, em âmbito moral. No que tange à consolidação de minhas expectativas, um fiasco! (WPC>)