Yuma é uma jovem rebelde e determinada que vive em um bairro pobre e perigoso de Manágua. Enfrentando pobreza e violência de gangues, ela busca escapar de sua realidade através do boxe, sonhando em se tornar profissional.
Ótimo filme nicaraguense, que representou o país no Oscar, mas não figurou na lista de indicados. É um dos poucos exemplares do cinema nicaraguense existentes, apesar de ter sido dirigido e criado pela diretora francesa, radicada na Nicarágua, Florence Jaugey. O longa quer abarcar muitas temáticas e acaba por se perder um pouco na parte final. Os problemas da América Latina são muito parecidos, independente do país, e giram em torno daquela infeliz realidade universal: a pobreza. A atuação de Alma Blanco foi premiada em alguns festivais, como em Cartagena (!!!) e em Gramado. Pena que não seguiu na carreira, tinha um futuro promissor :(
Infelizmente a Nicarágua não tem tradição cinematográfica. Uma pena, pois cultura e arte são armas poderosas contra as injustiças, violências e desigualdades - uma tríade habitual na América Latina.
Por isso, La Yuma acaba se destacando. Apesar de ser um filme simples (bom, mas basicão), põe na tela um país praticamente invisível na filmografia mundial. Tanto é que - pelo que pesquisei - essa película foi a última ficção produzida na Nicarágua. E lá se vai mais de uma década...
Muitos estereótipos da vida nas periferias urbanas, todos problemas sociais conhecidos se aglomeram na família de Yuma. Os conflitos não são bem resolvidos, por exemplo,
quando Ernesto diz que ela foi quem o roubou, ela não responde, não reage, ele nã duvida da própria interpretação, um romance mal começado simplesmente termina, sem dores
. Por outro lado a personagem principal, Yuma, é interessante em seu papel anti-feminino, boxeadora, independente, pouco romântica, mas ela é quebrada muito fácil deste lugar. E sua amiga trans também alivia o filme. Outro momento não convincente e que fica tão mal resolvido que não aparece mais é quando
ela sai de casa com os irmãos, a mãe tenta convencê-la a voltar com meia dúzia de palavras e desiste, muito inverossímil. E depois este tema não é retomado. Ela está com as crianças no circo, mas não mostra muito como ela resolveu isso.
Me parece que o filme juntou núcleos demais. E é visível o olhar exterior do roteiro sobre a vida nas periferias: drogas, machismo e violência.
Ótimo filme nicaraguense, que representou o país no Oscar, mas não figurou na lista de indicados.
É um dos poucos exemplares do cinema nicaraguense existentes, apesar de ter sido dirigido e criado pela diretora francesa, radicada na Nicarágua, Florence Jaugey.
O longa quer abarcar muitas temáticas e acaba por se perder um pouco na parte final. Os problemas da América Latina são muito parecidos, independente do país, e giram em torno daquela infeliz realidade universal: a pobreza.
A atuação de Alma Blanco foi premiada em alguns festivais, como em Cartagena (!!!) e em Gramado. Pena que não seguiu na carreira, tinha um futuro promissor :(
Infelizmente a Nicarágua não tem tradição cinematográfica. Uma pena, pois cultura e arte são armas poderosas contra as injustiças, violências e desigualdades - uma tríade habitual na América Latina.
Por isso, La Yuma acaba se destacando. Apesar de ser um filme simples (bom, mas basicão), põe na tela um país praticamente invisível na filmografia mundial. Tanto é que - pelo que pesquisei - essa película foi a última ficção produzida na Nicarágua. E lá se vai mais de uma década...
Muitos estereótipos da vida nas periferias urbanas, todos problemas sociais conhecidos se aglomeram na família de Yuma. Os conflitos não são bem resolvidos, por exemplo,
quando Ernesto diz que ela foi quem o roubou, ela não responde, não reage, ele nã duvida da própria interpretação, um romance mal começado simplesmente termina, sem dores
Por outro lado a personagem principal, Yuma, é interessante em seu papel anti-feminino, boxeadora, independente, pouco romântica, mas ela é quebrada muito fácil deste lugar. E sua amiga trans também alivia o filme.
Outro momento não convincente e que fica tão mal resolvido que não aparece mais é quando
ela sai de casa com os irmãos, a mãe tenta convencê-la a voltar com meia dúzia de palavras e desiste, muito inverossímil. E depois este tema não é retomado. Ela está com as crianças no circo, mas não mostra muito como ela resolveu isso.
Me parece que o filme juntou núcleos demais. E é visível o olhar exterior do roteiro sobre a vida nas periferias: drogas, machismo e violência.