Dirigido por
Data de lançamento
29 Set. 2012Duração
Em uma reserva natural protegida por uma cerca elétrica, os crocodilos estão ficando cada vez maiores. Um grupo de jovens vão acampar e acabam entrando sem querer no local. O que deveria ser um momento de diversão se transforma numa sequência de horrores.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Não sei o q foi pior: o CGI ou as atuações.
O filme inicia mostrando que o guarda florestal tinha certo atrito com o filho, e quando esse filho é o primeiro a ser arrastado po rum jacaré eu achei que o filme estava até sendo original ao nos poupar desse clichë, qual nao foi minha decepçao ao ver que ele tinha sobrevivido e ainda teriamos tempo daquela chatice, eu tinha amo pai e bla bla bla bla. Enfim, esse Capítulo final que é enganoso até no título, já que ainda teremos dois filmes com crocodilos de CGI mal feito, consegue ser mais esquecível que o pior capítulo da franquia "Projeto Anaconda", já que náo setrá lembrando nem por sua ruindade.
Se Lake Placid 3 ao menos teve lampejos de diversão com seu absurdo, Lake Placid: The Final Chapter tomou um caminho oposto e decidiu que era hora de ser levado a sério. Sim, alguém realmente achou que um filme com crocodilos digitais pavorosos e um CGI digno de um trabalho escolar deveria se transformar em um suspense dramático. E o resultado? Uma tragédia cinematográfica sem sal, sem graça e sem alma.
Dessa vez, o lago virou uma espécie de reserva protegida, porque aparentemente agora os crocodilos são uma espécie em extinção. A área é cercada por um muro colossal, mas, claro, temos caçadores ilegais, adolescentes inconsequentes e problemas com a cerca – afinal, algo precisa dar errado para o massacre começar. O filme até traz de volta Reba, a caçadora do terceiro filme, mas em vez de transformá-la em uma protagonista digna, relegam a personagem ao papel de coadjuvante sem brilho. O protagonismo recai sobre a xerife local, sua filha adolescente, um homem responsável pela manutenção da cerca e – para meu desespero – seu filho adolescente. Porque se tem algo que Lake Placid: The Final Chapter ama, é entupir a tela de adolescentes desinteressantes.
O problema maior não é só o CGI grotesco ou as mortes malfeitas – isso já era esperado. O pior é como o filme insiste em tratar tudo com um peso dramático ridículo. Há romances, dilemas, cenas que tentam ser tensas, mas que só evidenciam a falta de lógica do roteiro. Um dos momentos mais frustrantes envolve um grupo tentando atravessar um rio com um crocodilo por perto. Um por um, eles vão passando… e o crocodilo simplesmente não ataca. Quem se recusa a atravessar? Morre logo em seguida. Querem que eu acredite nisso? Em um filme anterior, os crocodilos arrancavam cabeças sem pensar duas vezes, mas agora eles esperam educadamente? Esse tipo de furo só fica mais gritante porque Lake Placid: The Final Chapter se leva a sério demais, forçando o espectador a notar cada detalhe ridículo.
No final, o filme falha completamente na sua tentativa de ser um suspense eficaz. O que antes era tosco, por vezes divertido, agora é apenas tedioso. Mesmo com uma ou outra atuação decente, como a da xerife, nada consegue salvar essa experiência arrastada. Se a franquia quer continuar, que ao menos abrace a própria estupidez de novo, porque esse tom sério e dramático simplesmente não funciona.
Existe uma certa melhoria em relação aos dois últimos filmes, o roteiro tenta fazer uma conexão lógica com a história original e ainda traz parte do elenco anterior com o acréscimo de Robert Englund, o eterno "Freddy Krueger", que sem dúvidas acaba se tornando o principal atrativo do filme.
Mas mesmo ligeiramente superior ainda parece uma sequência desnecessária que serve só para aumentar a má fama da franquia. O que se vê são apenas mais crocodilos com CGI tosco, devorando idiotas pelo caminho, sem qualquer inovação no enredo que justificasse um novo filme.
Apesar do final em aberto, o próprio título sugeria este filme foi planejado para ser a última parte da franquia. Mas por incrível ainda acharam fôlego para um último suspiro ao lançarem um cross over em 2015 chamado de "Pânico no Lago: Projeto Anaconda" e depois em 2018 para fechar a tampa do caixão teve um último filme, apenas "inspirado" no restante da franquia...
Roteiro e elenco porcos como nos anteriores, mas achei que o cgi melhorou levemente.
Vou dar meia estrela a mais pela melhora nos efeitos e por pena do Robert Englund.
17-04-2024