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Duração
Em 1920, Liena Duprat acaba de perder o marido, dono de plantações de pinheiros em Landes. A tia do falecido marido, sua administradora de negócios, a Madame Hector Liena se esforça para continuar o negócio do falecido em sua memória, em particular, ela está determinada a completar a eletrificação de aldeias habitadas por inquilinos. Em sua tarefa, ela pode contar com o apoio de seu empresário, forte e dedicado em gestão de operações, em sua valiosa ajuda para conter e negociar o estrondoso protesto social entre seringueiros nas resinas colheitadeiras. No entanto, Liena percebe que a electrificação é supérflua para diminuir a miséria dos trabalhadores. Ela decidiu dar-lhes um estatuto mais favorável. Ao fazer isso, ela se põe contra os outros proprietários das terras e assim que Madame Hector conseguia ali uma parte significativa do controle. A resposta aparece sob a forma de violência, como símbolo disto, a queima dos pinheiros.
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Dois momentos resumem muito bem o filme:
Primeiro Madame Hector, símbolo da tradição, diz que todo o establishment a representa: "Eu sou esta casa, estes móveis, estes talheres... todos eles têm as iniciais de meu avô!".
Muito mais à frente no filme, Liène declara que "a modernidade não é feita apenas de jazz e eletricidade", já resolvida a efetuar as mudanças sociais propostas. Em seguida vamos para o plano geral de uma sala ampla abarrotada de móveis com uma Madame Hector sozinha num canto escuro.
Acaba de sair do forno no circuito do cinema francês, a produção franco-belga do realizador François-Xavier Vives (que não parece ter outros filmes no currículo ou não consegui encontrá-los) sobre a vida em LANDES do início do séc.XX, entre suas belíssimas florestas de pinheiros, com uma fotografia valorosa e ainda que com furos quaisquer na montagem, o jump-cut que o diretor utiliza de vez em quando diz pouco sobre o filme, a obra vista de longe é um ponta-pé inicial fantástico. As imagens da praia ao final podem remeter à tantas outras narrativas, ao desfecho de "Humoresque", estrelando Joan Crawford ou à epifania brilhante de Woody Allen em "Interiores". Um filme com delicadezas aqui e ali.