hutton exercita uma filmagem contemplativa, direciona sua câmera para as folhas regidas pelo vento, para a luz solar que penetra curiosamente por entre as nuvens e a fumaça que se projeta tímida e quieta pra fora da terra; a beleza é tanta que a câmera pode se dar o luxo de permanecer fixa e deixar que a graciosidade das formas naturais protagonizem instintivamente o belo; parece haver até mesmo, em algum nível, um diálogo entre olho e cosmos ao longo desse tipo de encantamento da visão; não é nenhuma surpresa que o primeiro espanto fundamental da humanidade é com a magnitude e o charme do cosmos: estabelece-se uma conversa com o mundo, é possível escavar até alguns episódios dramáticos durante essas apreciações, então cria-se poesias, canções, odes ou então, pequenos curtas como esse
Assisti a este filme experimental bastante desconfiado, depois de uma decepção com o Zoltán Huszaric, e, para a minha surpresa, amei: o título vai direto ao ponto. Um compêndio de imagens paisagísticas, à guisa de presente, numa atmosfera granulada que fez-me pensar no James Benning. Mas a perspectiva é outra: não há necessariamente uma tese aqui, mas uma celebração, que culmina na belíssima fusão derradeira, que estampa este cartaz. Lindo! (WPC>)
hutton exercita uma filmagem contemplativa, direciona sua câmera para as folhas regidas pelo vento, para a luz solar que penetra curiosamente por entre as nuvens e a fumaça que se projeta tímida e quieta pra fora da terra; a beleza é tanta que a câmera pode se dar o luxo de permanecer fixa e deixar que a graciosidade das formas naturais protagonizem instintivamente o belo; parece haver até mesmo, em algum nível, um diálogo entre olho e cosmos ao longo desse tipo de encantamento da visão; não é nenhuma surpresa que o primeiro espanto fundamental da humanidade é com a magnitude e o charme do cosmos: estabelece-se uma conversa com o mundo, é possível escavar até alguns episódios dramáticos durante essas apreciações, então cria-se poesias, canções, odes ou então, pequenos curtas como esse
Assisti a este filme experimental bastante desconfiado, depois de uma decepção com o Zoltán Huszaric, e, para a minha surpresa, amei: o título vai direto ao ponto. Um compêndio de imagens paisagísticas, à guisa de presente, numa atmosfera granulada que fez-me pensar no James Benning. Mas a perspectiva é outra: não há necessariamente uma tese aqui, mas uma celebração, que culmina na belíssima fusão derradeira, que estampa este cartaz. Lindo! (WPC>)