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Data de lançamento
11 Julho 2022Duração
Dispensado pela Marinha, John Stewart está em uma encruzilhada em sua vida, que fica ainda complicada ao receber um anel extraterrestre que lhe concede os poderes do Lanterna Verde. Infelizmente, o anel não vem com instruções, mas vem com bagagem, como uma horda de assassinos interplanetários empenhados em eliminar todos os Lanternas Verdes do universo.
Agora, com a ajuda de Arqueiro Verde, Adam Strange e Mulher-Gavião, esse soldado relutante deve viajar para o coração de uma guerra entre Rann e Thanagar, e de alguma forma ter sucesso onde todos os outros Lanternas Verdes falharam.
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Achei uma boa história, uma boa trama para contar a história do John. Achei boa a subtrama e, como não conhecia a história, o plot twist final funcionou para mim. O final que escolheram para o Hal foi bem corajoso; estava esperando uma coisa super clichê.
Uma das mais fraquinhas, ainda assim o enredo dá de 20 x 0 nos filmes e séries da DC kkkk
Incrível como a DC odeia o Hal Jordan, o Lanterna Verde favorito dos leitores de HQs.
Lanterna Verde: Cuidado com Meu Poder entende algo que muitas adaptações de super-heróis esquecem: poderes extraordinários são mais interessantes quando colocados nas mãos de alguém que ainda está tentando descobrir o que fazer com a própria vida. John Stewart, veterano da Marinha e homem marcado pelo trauma da guerra, recebe o anel do Lanterna Verde quase por acidente e é lançado numa crise cósmica que envolve Oa, Sinestro, a Mulher-Gavião, Arqueiro Verde e uma guerra interplanetária. O filme tem bastante coisa acontecendo, talvez até demais, mas transforma esse excesso em uma aventura espacial vigorosa, com boas sequências de ação e uma escala que faz jus ao absurdo maravilhoso do universo DC.
O melhor elemento, porém, é John Stewart. Aldis Hodge empresta ao personagem uma gravidade que impede que ele vire apenas mais um sujeito musculoso disparando lasers verdes pelo espaço. John precisa aprender a lidar não apenas com o anel, mas com a culpa, a raiva e a dificuldade de encontrar um propósito depois da guerra. Há uma ideia particularmente boa na relação entre ele e o anel: conforme John recupera o controle sobre si mesmo, suas construções deixam de ser desajeitadas e passam a ganhar forma e precisão. É uma metáfora simples, mas eficaz. O homem aprende a dominar o poder porque começa, finalmente, a dominar os próprios fantasmas.
O roteiro, entretanto, não sabe exatamente quando parar. São muitas reviravoltas, personagens e conflitos comprimidos em apenas 88 minutos, e algumas escolhas envolvendo Hal Jordan e Sinestro parecem mais interessadas em produzir choque do que em desenvolver personagens. Ainda assim, Jeff Wamester mantém o filme em movimento, e a animação encontra beleza nas batalhas cósmicas e nos diferentes mundos visitados. Não é uma obra-prima da DC, mas é uma aventura de ficção científica surpreendentemente divertida e, principalmente, uma boa porta de entrada para John Stewart. Num gênero que tantas vezes trata heróis negros como coadjuvantes decorativos, dar a um personagem negro a responsabilidade de carregar uma ópera espacial inteira já é uma pequena vitória — e aqui ela funciona.
Boa história de origem de John Stewart como Lanterna Verde que conta ainda com a participação de vários heróis conhecidos do universo DC Comics.