O filme segue John Allen Chau, que em uma tentativa de encontrar identidade, significado e pertencimento, parte em uma missão para fazer proselitismo dos Sentineleses da tribo isolada da Ilha Sentinela do Norte.
LAST DAYS Direção: Justin Lin Ano: 2025 Assistido em: 06/12/2025
Eu li uma crítica certa vez com uma frase que me marcou muito, e que consigo ver a aplicação em muitas e muitas obras. Ela dizia o seguinte: “nem toda boa história gera um bom filme”. Aqui vejo a aplicabilidade dessa frase com um encaixe absurdo: Last Days parte de uma história interessante, mas, quando transposta para as telas do cinema, não funciona com tanta naturalidade.
John Allen Chau decide realizar sua missão pessoal de alcançar a tribo isolada de North Sentinel, mesmo sabendo que qualquer aproximação é proibida e extremamente perigosa. Determinado, ele planeja suas tentativas de contato enquanto enfrenta alertas, dúvidas e o medo crescente do que pode encontrá-lo na ilha.
Eu sou agnóstico, mas fui criado dentro das doutrinas da Igreja Católica. Inclusive, um dos maiores motivos de desentendimento entre mim e minha mãe é o fato de ela ser extremamente religiosa e eu não ter religião alguma. As religiões abraâmicas agem como colonialistas; elas se espalham pelo mundo como se fossem a única verdade e tentam conquistar a todos. Se você for um “infiel”, eles forçam a crença goela abaixo até que você aceite. Não respeitam que você tenha outro tipo de fé, alguns até fingem bem, mas a grande maioria não aceita. Especialmente os protestantes, conhecidos pela forte intolerância a tudo que não se adequa às suas crenças.
Por mais que Justin Lin faça um enorme malabarismo para gerar alguma simpatia por John, isso é praticamente impossível. Não sou daqueles que diz “bem feito” pelo que aconteceu, mas também não consigo simpatizar com um personagem — assim como não simpatizei com o John real quando as notícias saíram — que movido por fanátismo e arrogância, achou que podia “salvar” quem não busca por salvação nenhuma. Ele foi até lá sem ser convidado, colocando em risco a vida de um povo que vive há milênios de forma autossuficiente e sem precisar do cristianismo. Portanto, por mais que o filme tente usar tropos como o problema com o pai ou o personagem deslocado no mundo, eu não consigo me importar com o que acontece com ele.
A trama é dividida em duas partes: acompanhamos o que ocorreu com John enquanto, no futuro, uma policial tenta descobrir seu paradeiro. Honestamente, essa divisão só prejudica o filme, porque quando uma parte finalmente fica interessante, a outra interrompe o ritmo, impedindo que o filme empolgue de verdade.
Last Days retrata a vida de uma pessoa complicada. Lendo um pouco sobre o caso, descobre-se que muitos protestantes consideram John um mártir, ou seja, não aprenderam nada com o que aconteceu, assim como o próprio John não aprendeu. Sendo religioso ou não, independente se foi Deus, o carma, a vida ou seja lá o que for, ele recebeu sinais claros para não seguir em frente. Ainda assim insistiu. Não soube aproveitar a oportunidade. E o mais assustador é haver pessoas que ainda acreditam que ele estava certo, incluindo a família, que diz perdoar os assassinos, como se nessa história toda houvesse algum culpado que não ele mesmo.
Já vi outro documentario The Mission e agora o filme....e uma surpresa um ator de Lost!
cansativo.08/12/25.
LAST DAYS
Direção: Justin Lin
Ano: 2025
Assistido em: 06/12/2025
Eu li uma crítica certa vez com uma frase que me marcou muito, e que consigo ver a aplicação em muitas e muitas obras. Ela dizia o seguinte: “nem toda boa história gera um bom filme”. Aqui vejo a aplicabilidade dessa frase com um encaixe absurdo: Last Days parte de uma história interessante, mas, quando transposta para as telas do cinema, não funciona com tanta naturalidade.
John Allen Chau decide realizar sua missão pessoal de alcançar a tribo isolada de North Sentinel, mesmo sabendo que qualquer aproximação é proibida e extremamente perigosa. Determinado, ele planeja suas tentativas de contato enquanto enfrenta alertas, dúvidas e o medo crescente do que pode encontrá-lo na ilha.
Eu sou agnóstico, mas fui criado dentro das doutrinas da Igreja Católica. Inclusive, um dos maiores motivos de desentendimento entre mim e minha mãe é o fato de ela ser extremamente religiosa e eu não ter religião alguma. As religiões abraâmicas agem como colonialistas; elas se espalham pelo mundo como se fossem a única verdade e tentam conquistar a todos. Se você for um “infiel”, eles forçam a crença goela abaixo até que você aceite. Não respeitam que você tenha outro tipo de fé, alguns até fingem bem, mas a grande maioria não aceita. Especialmente os protestantes, conhecidos pela forte intolerância a tudo que não se adequa às suas crenças.
Por mais que Justin Lin faça um enorme malabarismo para gerar alguma simpatia por John, isso é praticamente impossível. Não sou daqueles que diz “bem feito” pelo que aconteceu, mas também não consigo simpatizar com um personagem — assim como não simpatizei com o John real quando as notícias saíram — que movido por fanátismo e arrogância, achou que podia “salvar” quem não busca por salvação nenhuma. Ele foi até lá sem ser convidado, colocando em risco a vida de um povo que vive há milênios de forma autossuficiente e sem precisar do cristianismo. Portanto, por mais que o filme tente usar tropos como o problema com o pai ou o personagem deslocado no mundo, eu não consigo me importar com o que acontece com ele.
A trama é dividida em duas partes: acompanhamos o que ocorreu com John enquanto, no futuro, uma policial tenta descobrir seu paradeiro. Honestamente, essa divisão só prejudica o filme, porque quando uma parte finalmente fica interessante, a outra interrompe o ritmo, impedindo que o filme empolgue de verdade.
Last Days retrata a vida de uma pessoa complicada. Lendo um pouco sobre o caso, descobre-se que muitos protestantes consideram John um mártir, ou seja, não aprenderam nada com o que aconteceu, assim como o próprio John não aprendeu. Sendo religioso ou não, independente se foi Deus, o carma, a vida ou seja lá o que for, ele recebeu sinais claros para não seguir em frente. Ainda assim insistiu. Não soube aproveitar a oportunidade. E o mais assustador é haver pessoas que ainda acreditam que ele estava certo, incluindo a família, que diz perdoar os assassinos, como se nessa história toda houvesse algum culpado que não ele mesmo.
Interessante é o pano de fundo dos sentineleses, um povo fascinante que renderia uma boa história de horror e aventura.