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Duração
Em lua de mel, o casal francês Jean e Marie viajam à África, onde nasceu Jean. É véspera das eleições e a atmosfera é pesada. Em pleno bairro popular, o táxi que os leva à cidade atropela uma criança. Em meio ao tulmulto e a uma perseguição liderada por um grupo organizado, Marie experienciará uma outra realidade.
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Simplicidade e beleza que circunfundem-se no filme. Em apenas uma noite e em um fragmento de avenida, isto é, em um recorte espaço-temporal todas as peripécias da narrativa se desdobram -- corroborando a maestria do roteiro.
Estruturalismos à parte -- e como não sou cinéfilo, esquivo-me dos detalhes operacionais -- a narrativa do filme vem tocar em questões muito interessantes (e que, geralmente, o cinema francês tão bem toca): 1) a questão do "Outro", o estrangeiro, as margens, o periférico, as culturas em trânsito (os temas tão caros da corrente dos Estudos Culturais).
2) Os momentos de situações-limite onde todas as máscaras caem.Onde, diante do "Outro", do diferente, da minoria, aí os preconceitos arraigados saltam. Onde todo o "bom-mocismo" parece já não existir. Aí o filme desvela algo de forte: longe de psicanálises junguianas, desvelar
o homem branco selvagem e colonizador (e ironicamente, na África).
diante desse enfrentamento