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Nada mais contagioso que a mentira. Na poeira de um township perto de Joanesburgo, Chanda, doze anos, descobre, à morte da sua irmã recém-nascida, que um boato corre na vizinhança, destruindo a sua família e compelindo sua mãe a fugir. Adivinhando que esses boatos são alimentados por preconceitos e superstições, Chanda parte à procura da sua mãe e da verdade...
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É um pungente retrato de um mundo muito carente, onde o abando do poder público permite que a ignorância se sobressaia aos recursos que ali deveriam ser empregados. O filme não é só sobre AIDS, então. É também um filme denúncia, que não cria concessões e não abdica de um cenário real. E mesmo com todo esse comentário político, ainda há espaço para muita sensibilidade, com uma garota tendo que amadurecer de forma muito mais rápida para ter que cuidar da família e ter sua própria dignidade. Essa garota, interpretada brilhantemente por Khomotso Manyaka, é a alma do filme. O filme é dela.
Filme forte e triste....
Singelo e dilacerante ao mesmo tempo.... impossível não se emocionar!
Fico tão feliz de conseguir encontrar esses filmes "desconhecidos" porem espetaculares.
Bem puro e cru! De cara, logo remete a realidade sofrida dos jovens e adultos que fazem parte do público-alvo da E.J.A., a qual representa a modalidade de ensino que viabiliza uma educação às pessoas que tiveram este direito negado em tempo oportuno.
Arranca lágrimas e nos deixa umas semanas reflexivo. Todo educador deveria assisti-lo!
Maravilhoso, muito bom para aprender um pouco mais sobre a cultura africana, que raramente é apresentada para a gente. São vidas tão simples se comparadas com o que estamos acostumados a ver, que em alguns momentos senti que estava vendo um filme antigo.
Uma realidade realmente muito diferente. Muitas coisas que talvez não façam sentido para a nossa cultura, como as superstições e crenças em maldições, entre outras coisas, mas é interessante ver como é presente lá.
Um filme pesado, que incomoda, mas é necessário. Com uma bela pegada feminista.
Triste ver a realidade das meninas, que acabam perdendo a infância e a inocência pra cuidar da família e se sustentar, no caso da Esther, em alguns momentos cheguei a esquecer que se tratava apenas de crianças. Um belo retrato de mulheres fortíssimas que têm que lutar contra preconceitos e julgamentos.
Que um dia a gente consiga olhar para todos buscando ter empatia.