Co-produção franco-italiana em preto e branco da Filmsonor, Vera Films, Pretoria Film e Cinédis que é um drama de suspense e mistério noir que foi baseado no romance "Le vertige de minuit", do austro-húngaro Egon Hostovsky (1908-1973).
O 3° de 3 filmes da atriz brasileira e último filme teatral de Vera Clouzot (1913-1960), casada com o diretor francês Henri-Georges Clouzot (1907-1977). O diretor Clouzot queria que Terry-Thomas estrelasse o filme, mas este teve que rejeitar devido à sua agenda de trabalho lotada.
Não me empolguei muito com este filme do Clouzot. Provavelmente, foi seu filme mais longo e cansativo que vi até hoje. A estória, mesmo tendo uma premissa interessante no mundo da espionagem, não funciona muito aqui. Há diálogos em demasia e um excesso de personagens desnecessários que surgem e saem de cena sem muita razão. O desfile de participantes obscuros nos confins do sanatório é ideal para o palco, mas não funciona como narrativa cinematográfica. Um pouco confuso às vezes, com uma linda Vera Clouzot muda trancada em um quarto, o filme pode decepcionar ou despertar sua curiosidade.
A despeito da extrema seriedade da temática da Guerra Fria, é também uma sátira brilhante do período, que empurra 'mcguffin' por cima de 'macguffin', em que o diretor brinca, inclusive, com os enredos de filmes anteriores, como O ASSASSINO MORA NO 21 e O CORVO/SOMBRAS DO PAVOR. Muito engraçado, em suas entrelinhas sufocantes, antecipando tanto DR. FANTÁSTICO quanto as tramas do Jacques Rivette, mas em chave taciturnamente zombeteira, a versão francesa de "O Alienista", do Machado de Assis. Elenco extraordinário (Peter Ustinov rouba a cena, sempre que aparece; Vera Clouzot ótima em seu pequeno papel, Gérard Séty magitral como protagonista) e roteiro que demonstra que Clouzot não era um mero "Hitchcock da França", mas um autor com peculiaridades e obsessões políticas em chave reflexivo-paródica. Maravilhoso, foi uma grata surpresa (não sabia nada sobre o enredo, fui mergulhado naquele clima de paranóia), adorei! (WPC>)
Um thriller na medida, com cenários claustrofóbicos. Tudo acontece dentro de um sanatório em que um espião é inserido lá para investigar um caso, tudo acaba em perigo. Lembra o cinema do Lang.
Co-produção franco-italiana em preto e branco da Filmsonor, Vera Films, Pretoria Film e Cinédis que é um drama de suspense e mistério noir que foi baseado no romance "Le vertige de minuit", do austro-húngaro Egon Hostovsky (1908-1973).
O 3° de 3 filmes da atriz brasileira e último filme teatral de Vera Clouzot (1913-1960), casada com o diretor francês Henri-Georges Clouzot (1907-1977). O diretor Clouzot queria que Terry-Thomas estrelasse o filme, mas este teve que rejeitar devido à sua agenda de trabalho lotada.
Não me empolguei muito com este filme do Clouzot. Provavelmente, foi seu filme mais longo e cansativo que vi até hoje. A estória, mesmo tendo uma premissa interessante no mundo da espionagem, não funciona muito aqui. Há diálogos em demasia e um excesso de personagens desnecessários que surgem e saem de cena sem muita razão. O desfile de participantes obscuros nos confins do sanatório é ideal para o palco, mas não funciona como narrativa cinematográfica. Um pouco confuso às vezes, com uma linda Vera Clouzot muda trancada em um quarto, o filme pode decepcionar ou despertar sua curiosidade.
A despeito da extrema seriedade da temática da Guerra Fria, é também uma sátira brilhante do período, que empurra 'mcguffin' por cima de 'macguffin', em que o diretor brinca, inclusive, com os enredos de filmes anteriores, como O ASSASSINO MORA NO 21 e O CORVO/SOMBRAS DO PAVOR. Muito engraçado, em suas entrelinhas sufocantes, antecipando tanto DR. FANTÁSTICO quanto as tramas do Jacques Rivette, mas em chave taciturnamente zombeteira, a versão francesa de "O Alienista", do Machado de Assis. Elenco extraordinário (Peter Ustinov rouba a cena, sempre que aparece; Vera Clouzot ótima em seu pequeno papel, Gérard Séty magitral como protagonista) e roteiro que demonstra que Clouzot não era um mero "Hitchcock da França", mas um autor com peculiaridades e obsessões políticas em chave reflexivo-paródica. Maravilhoso, foi uma grata surpresa (não sabia nada sobre o enredo, fui mergulhado naquele clima de paranóia), adorei! (WPC>)
Muito arrastado, aos 50 minutos desistir de assistir...
Muito bom ver Patrick Dewaere criança.
Um thriller na medida, com cenários claustrofóbicos. Tudo acontece dentro de um sanatório em que um espião é inserido lá para investigar um caso, tudo acaba em perigo. Lembra o cinema do Lang.