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Les Saignantes is a 2005 futuristic, sci-fi, erotic thriller with a strong political sensibility. Two sexy young women win the favors of the corrupt political elite, but when one of these leaders dies in the middle of a sexual act, the friends are left with a corpse to get rid of. Bekolo eviscerates the ruling elite but with the canny use of inter-titles also leaves the audience with something to ponder. The film won the Silver Stallion (second best African film) at Fespaco 2007 and the Best actress awards with the special mention of the jury.
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Les Saignantes é, no mínimo, surpreendente. Apresentando uma trama replete de elementos estranhos, para criar uma vibe distópica, o filme trás qualidade não só por essa construção (que é prejudicada pelo baixo orçamento), mas por trazer críticas, questionamentos e várias frases inspiradas. Mistura eficazmente ficção científica, terror, filmes erótico e ação, sem ressaltar por demais esses gêneros, fazendo uma mistura bem sutil, além de possuir, também, uma boa trilha sonora. Talvez o maior problema seja mesmo alguns pontos da trama que ficaram mal explicados (por que trocar a cabeça?) e o final, que fica pastelão demais do nada. Foi, para mim, a grande surpresa positiva da minha lista de filmes que assisti de cada país da Copa, sendo este o exemplar do Camarões.
Filme 13 de 32.
Nota: 8.6.
Belíssima descoberta: no início, obviamente estranhei muita coisa. O estilo de filmagem em vídeo, a montagem videoclipesca, os letreiros militantes... Pensei tanto nos filmes de gênero de Ruanda e Nigéria como na sátira metalingüística (que não lembrava que também era camaronense) O ENREDO DE ARISTÓTELES - e não é que o diretor era o mesmo? Tudo fez sentido, portanto. Em suas exortações políticas disfarçadas de filmes de terror, ação, crime e romance - tudo ao mesmo tempo - Jean-Pierre Bekolo demonstra que conhece muito bem Jean-Luc Godard, Atom Egoyam e Gregg Araki, para ficar apenas em algumas influências detectáveis. Mas o que ele quer, de fato, é falar sobre a África, a partir de um material legitimamente africano, de modo que a mixórdia derivada é mui protestante, sendo o discurso final caro a Frantz Fanon: "como tu podes assistir a um filme como este e não fazer nada?". Uma esculhambação, admito. Porém também genial: demora para entendermos as situações, relacionarmos os personagens, mas não para identificarmos o país nem para reconhecermos as instituições criticadas. Nós, espectadores, somos alvo também, visto que tendemos à traição ou à cumplicidade quando não reagimos na prática: adorei o filme, sobretudo aquela canção recorrente que fazia com que essa esquisita trama passada em 2025 parecesse estar num 'loop' contínuo... (WPC>)