Na entrevista mais esperada do ano, as irmãs Adelaide, Carolina e Julia Paixão juntam-se com a mãe Anita - para contar os eventos que levaram a um dos crimes mais controversos cometidos em Portugal.
Filme belíssimo, com uma fotografia invejável e um drama de fundo muito convincente. Apesar disso, aborda algumas questões polêmicas (como abuso e consumo de entorpecentes) de forma que considero superficial. Vi esse filme na TV portuguesa, enquanto procurava algo sobre esse tema, e depois consegui baixá-lo.
Se a Lana Del Rey tivesse um filme sobre o álbum Ultraviolence, com certeza seria esse, inclusive, ela compõe a trilha sonora com “Summer Bummer”, seu feat com A$AP Rocky.
Destaque para a jovem e iniciante Alba Baptista e para Diana Marquês Guerra, que entrega uma ótima atuação. Adelaide é o ponto alto do filme em todo o seu tempo de tela.
Vale muito a pena assistir para quem gosta de filmes como Aos Treze e Garota, Interrompida, já que o pano de fundo da trama acompanha três irmãs descobrindo o ápice da juventude após o desaparecimento da mãe.
8.5 - Um subvalorizado filme da moderna cinematografia portuguesa, realizado até, de forma competente, por Justin Amorim, que na altura em que realizou este filme tinha apenas 25 anos (quase a mesma faixa etária das principais protagonistas da película!). Focando-se, aparentemente, num ambiente de prazeres, sexo, futilidades e crimes passionais, o enredo do filme dá a entender muito mais do que as imagens que desfilam pelos olhos do espectador o possam fazer. De facto, verifica-se aqui uma profundidade psicológica intensa, não das personagens retratadas, mas sim dos assuntos e temas principais da película - que passam pela fase difícil da adolescência, pelo tema da violação ou acto sexual não consentido e até pelo fenómeno muito actual da mediatização da vida familiar, e dos seus dramas e disfuncionalidades, e até pela relativização do crime ou dos actos de violência pelos "media". A história segue 3 jovens adolescentes, com um pai ausente, uma mãe também ela desaparecida ou ausente (ou, simplesmente, não-"cuidadora" dos filhos), que partem de casa, precisamente à procura da entidade (que deveria ser) de referência nas suas vidas: a sua Mãe! Além das dificuldades naturais de um período de crescimento como o é a adolescência, com a rebeldia, ousadia e todas as energias e impulsos inerentes à condição humana e etária, as 3 jovens entram numa espiral de auto-destruição, não só devido à ausência parental, falta de experiência de vida, como também devido à predominante futilidade da juventude dos dias contemporâneos! Aliado a este enredo deveras interessante, destaca-se sobretudo, a linguagem cinematográfica de Justin Amorim, onde a banda sonora acompanhante (recheada de êxitos da música portuguesa) liga perfeitamente com as imagens (talvez um pouco ao estilo de Cameron Crowe, também ele um realizador onde a música é uma parte bastante importante do "cenário" de seus filmes)! Da parte visual, talvez a mais fútil e ligeira, temos a presença de actrizes como Anabela Teixeira, Diana Marquês Guerra, Alba Baptista e Mikaela Lupu, que além da beleza, emprestam o seu talento na interpretação!
Filme belíssimo, com uma fotografia invejável e um drama de fundo muito convincente. Apesar disso, aborda algumas questões polêmicas (como abuso e consumo de entorpecentes) de forma que considero superficial. Vi esse filme na TV portuguesa, enquanto procurava algo sobre esse tema, e depois consegui baixá-lo.
Se a Lana Del Rey tivesse um filme sobre o álbum Ultraviolence, com certeza seria esse, inclusive, ela compõe a trilha sonora com “Summer Bummer”, seu feat com A$AP Rocky.
Destaque para a jovem e iniciante Alba Baptista e para Diana Marquês Guerra, que entrega uma ótima atuação. Adelaide é o ponto alto do filme em todo o seu tempo de tela.
Vale muito a pena assistir para quem gosta de filmes como Aos Treze e Garota, Interrompida, já que o pano de fundo da trama acompanha três irmãs descobrindo o ápice da juventude após o desaparecimento da mãe.
8.5 - Um subvalorizado filme da moderna cinematografia portuguesa, realizado até, de forma competente, por Justin Amorim, que na altura em que realizou este filme tinha apenas 25 anos (quase a mesma faixa etária das principais protagonistas da película!). Focando-se, aparentemente, num ambiente de prazeres, sexo, futilidades e crimes passionais, o enredo do filme dá a entender muito mais do que as imagens que desfilam pelos olhos do espectador o possam fazer. De facto, verifica-se aqui uma profundidade psicológica intensa, não das personagens retratadas, mas sim dos assuntos e temas principais da película - que passam pela fase difícil da adolescência, pelo tema da violação ou acto sexual não consentido e até pelo fenómeno muito actual da mediatização da vida familiar, e dos seus dramas e disfuncionalidades, e até pela relativização do crime ou dos actos de violência pelos "media". A história segue 3 jovens adolescentes, com um pai ausente, uma mãe também ela desaparecida ou ausente (ou, simplesmente, não-"cuidadora" dos filhos), que partem de casa, precisamente à procura da entidade (que deveria ser) de referência nas suas vidas: a sua Mãe! Além das dificuldades naturais de um período de crescimento como o é a adolescência, com a rebeldia, ousadia e todas as energias e impulsos inerentes à condição humana e etária, as 3 jovens entram numa espiral de auto-destruição, não só devido à ausência parental, falta de experiência de vida, como também devido à predominante futilidade da juventude dos dias contemporâneos! Aliado a este enredo deveras interessante, destaca-se sobretudo, a linguagem cinematográfica de Justin Amorim, onde a banda sonora acompanhante (recheada de êxitos da música portuguesa) liga perfeitamente com as imagens (talvez um pouco ao estilo de Cameron Crowe, também ele um realizador onde a música é uma parte bastante importante do "cenário" de seus filmes)! Da parte visual, talvez a mais fútil e ligeira, temos a presença de actrizes como Anabela Teixeira, Diana Marquês Guerra, Alba Baptista e Mikaela Lupu, que além da beleza, emprestam o seu talento na interpretação!
Normalidade na epiderme.
Abalo sismico na derme.
Erupção na hipoderme.
É só uma questão de tempo.