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Pânico 7 até tenta resgatar o básico que um dia funcionou, trazendo de volta o joguinho de descobrir quem é o Ghostface. Tem momentos que criam uma tensão ok, mas nada que realmente segure ou surpreenda. A sensação é de repetição constante, como se a franquia estivesse andando em círculos e com medo de arriscar qualquer coisa diferente. Entrega no automático o que a gente já espera, mas não deixa marca nenhuma...
Preciso admitir que o filme de 2018 Radium Girls me surpreendeu positivamente. As roteiristas Ginny Mohler e Brittany Shaw conseguiram transformar um tema extremamente pesado e real em uma narrativa acessível e envolvente. E isso não é pouca coisa, considerando a importância histórica e humana da história dessas jovens trabalhadoras expostas ao rádio.
Mesmo sendo uma história profundamente trágica, as diretoras Lydia Dean Pilcher e Ginny Mohler optaram por uma abordagem mais contida e delicada, o que dá ao filme um tom reflexivo e até intimista. Em vez de exagerar no choque, o longa constrói sua força aos poucos, permitindo que o espectador absorva o peso dos acontecimentos de maneira mais emocional.
O ritmo da narrativa pode parecer mais calmo, mas isso contribui para criar uma atmosfera constante, quase hipnótica, que acompanha a rotina e o desgaste das personagens.
Outro ponto forte é o elenco, que entrega performances sólidas e convincentes. Mesmo com diálogos simples, os atores conseguem transmitir a dor, a esperança e a resistência das personagens.
A fama e seus devastadores efeitos. Triste como o mundo da Anna foi desmoronando ao seu redor. Mesmo contada de forma rasa, eu gostei bastante e fiquei bem triste com o desenrolar, apesar de já sabermos o final é sempre muito triste saber como tudo aconteceu. Senti falta de adentrarem em alguns temas mais profundos, como a obsessão da Anna pela estética, até porque isso foi definitivamente um agravante que levou a sua morte precoce, mas no geral um filme que pincela sem grandes detalhes quem foi Anna Nicole Smith.