Lianna (Linda Griffiths) vive para os filhos e à sombra do marido, um professor de cinema na faculdade de Boston. Quando ela volta a estudar, descobre que ele tem um caso com uma estudante. Ao mesmo tempo, Lianna sente-se atraída e correspondida por uma professoa, Ruth (Jane Hallaren), com quem vem a se relacionar.
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É um bom melodrama oitentista sobre uma mulher que deseja ser amada. Lianna é a personagem-título e o filme é todo sobre ela: suas emoções, incertezas e seu processo de maturação. Ao mesmo tempo em que parece pouco crível se tratar de uma mãe de dois filhos com mais de trinta anos, é compreensível que a clausura matrimonial não lhe trouxera experiência do que seria viver fora do âmbito doméstico. Daí a semelhança da personagem com uma adolescente da época. Não se trata um dramalhão nem mesmo de uma crítica social acentuada. A atmosfera do filme esta mais para wood alleniana. E nesta possível leveza reside o valor da experiência de assisti-lo.
Não achei o filme arrastado, mas longo.
Pela época do filme achei que trataram o tema de forma bem sutil!
lindo!
A maneira que não foram retratadas apenas questões no que rodeia sexualidade, mas sim naquilo que a personagem de Lianna tinha por socialização e sua mulheridade: formas com que fazia com que ela enxergasse outras mulheres em essência depois de conseguir despir-se daquilo que, até então, lhe foi imposto; foram cenas puras. E, ainda que reste um pesar em pensar que o filme poderia ter ido além, é um agradável estudo de união e emancipação.
Ótimo filme sobre a emancipação feminina!
Lianna teve coragem de se libertar de uma relação machista com o marido, apesar do sofrimento de não poder ficar com os filhos, e também teve coragem de assumir o amor por uma mulher que, apesar da intelectualidade, muitas vezes preferia se esconder para manter aparências.