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Data de lançamento
28 Jan. 1944Duração
Durante a Segunda Guerra Mundial no Atlântico, um navio e um barco alemão se envolvem em um combate e ambos naufragam, mas existem alguns sobreviventes que vão para um dos botes. No entanto, eles têm diferentes origens e propósitos, mas surge o pomo da discórdia quando um dos sobreviventes se revela um nazista.
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Lifeboat (1944), lançado no Brasil como Um Barco e Nove Destinos.
Decepcionante por ser um filme de Alfred Hitchcock, eu realmente esperava mais. Entendo a proposta claustrofóbica e o desafio técnico de ambientar toda a narrativa em um único barco à deriva, mas a monotonia acaba pesando. A limitação de cenário poderia funcionar como um trunfo, intensificando a tensão psicológica e os conflitos morais entre os sobreviventes, porém senti que faltou maior profundidade nos diálogos e um desenvolvimento mais consistente dos personagens. Em vez de crescerem organicamente diante da situação extrema, muitos deles soam rasos ou previsíveis, o que enfraquece o impacto dramático.
O grande destaque é Tallulah Bankhead, que sustenta boa parte do filme com sua presença forte e carisma natural. Sua Connie Porter é, de longe, a personagem mais interessante, carregando ambiguidade, egoísmo e vulnerabilidade na medida certa. William Bendix e Hume Cronyn também têm bons momentos, mas ainda assim seus personagens não atingem o mesmo nível de complexidade que poderiam ter. No geral, o restante do elenco acaba ficando apagado, com conflitos que prometem mais do que entregam.
Outro ponto positivo foi a maneira criativa como fizeram o cameo de Alfred Hitchcock:
ele aparece em um anúncio de jornal promovendo o produto fictício Reduco Obesity Slayer, em uma imagem de “antes e depois”, como se tivesse emagrecido graças ao tratamento.
Ainda assim, eu esperava um grande plot ou ao menos um desfecho mais impactante, especialmente pelo que já tinha lido e ouvido falar sobre o filme. O final não chega a ser ruim, mas carece de força e memorabilidade, o que torna a experiência como um todo abaixo do que se espera de um diretor tão consagrado.
Assistido em 20/02/2026
- filmes realizados durante o período da segunda guerra mundial sempre me intrigam
- esse aqui chega mais perto do nível dos grandes clássicos do diretor
- trama bastante intrigante, que te deixa na ponta da cadeira até a sua conclusão
- a cena que antecede a amputação é bem angustiante e sem precisar mostrar nada
- tem alguns personagens bem insuportáveis, principalmente o que deveria ser o protagonista e algumas escolhas questionáveis no roteiro, mas para época é entendível
Eu adorei o filme... não sei porque o povo é cricri com esse estilo.
E a cena final?
"Vamos deixar que eles decidam"
Maravilhosa como encerra.
Tem Alguns Spoilers...
Claustrofóbico, tenso e dramático! "Um Barco e Nove Destinos" é um filme de suspense psicológico dirigido por Alfred Hitchcock, lançado em 1944. O filme tem uma ambientação única! Toda a ação da história se passa num bote salva-vidas no Oceano Atlântico depois de um ataque durante a Segunda Guerra Mundial.
Após o naufrágio de um navio mercante, pouco a pouco, um grupo de sobreviventes de origens e personalidades diferentes, são salvos e se juntam ao pequeno pequeno bote. A tensão fica braba quando um dos sobreviventes se revela ser do submarino nazista, coisa a turma numa treva loca, pois foram eles que afundaram seu navio.
Hitchcock era foda! Ele sabia como ninguém explorar temas de moralidade, preconceito e a natureza humana em situações extremas. A claustrofobia da situação se intensifica com a tensão e os conflitos entre os personagens, que precisam lidar com a escassez de recursos, seus medos, suas dores e a incerteza do futuro.
A direção do Hitchcock é magnifica, onde ele utiliza o espaço limitado do bote para criar toda atmosfera da trama, dentro da situação nervosa do naufrágio, e dos dramas que com decorriam por causa da guerra. As atuações do elenco são bem convincentes, destacando a personagem de Tallulah Bankhead, que interpreta Constance Porter, uma jornalista sarcástica e determinada
Mas o filme se caracteriza por outros personagens, como a mulher que teve o filho morto no mar, o empresário rico e sabe tudo, o tripulante negro, o homem ferido, o safado, a enfermeira e um rapazinho que se apaixonou por ela, e a jornalista e o nazista.
Mas pelo ano e pela época, não tem como passar a mão na cabeça do nazista, o foda de tudo, foi os métodos, os esquemas e a lábia que o bicho usou para conquistar a confiança de todos, para por em pratica eu plano. Hitchcock realmente controla nossas emoções como ninguém na época sabia controlar, cirando conflitos, dramas e expectativas, dando a trama um suspense nervoso, preparando tudo para revelações e reviravoltas, para um final com um desfecho surpreendente!
Apesar da época que o filme foi feito, é notável o talento e a capacidade que o diretor tinha na época, em criar e adaptar histórias complexas. A história apresenta um microcosmo sócio-político delicado, com ricos e pobres, negros e brancos, pessoas com e sem caráter, dita heróis e um vilão que faria algo incrivelmente heroico para seu país.
A produção é simples, mas é genialmente conduzida pelo diretor, que constrói uma atmosfera incrível pra época, uma fotografia claustrofóbica, que muda ao sabor do vento, conforme as intempéries do clima e dos personagem, que mudam ao longo da fita.
"Um Barco e Nove Destinos" é uma obra prima, um dos filmes mais ousados e inovadores do Hitchcock, tanto por sua ambientação incomum quanto pela sua abordagem complexa.
clássico de guerra.
Dos filmes que vi do Alfred, é o pior até agora, a galera tá num barco, mas parece que tão passando férias, sei lá, a dondoca mesmo fica com o cabelo impecável o filme todo hahahahahahahahahah, quem sou eu pra ensinar pra o Hitchckock, mas né....