Uma associação com o produtor americano Alfredo Leone resultou na produção LISE E IL DIAVOLO/LISA AND THE DEVIL (1973), uma combinação extraordinária de filme de horror, filme de arte e um testamento pessoal, pois foi baseado nas memórias que Bava tinha das esculturas de seu pai. Com diálogos copiados de Dostoevski e um projeto não realizado sobre o necrófilo da vida real Viktor Ardisson, LISA AND THE DEVIL se desenrola como um sonho (ou pesadelo) seguindo uma heroína desorientada (Elke Sommer) em um labirinto de amor, sexo e morte. Uma produção a frente de seu tempo, a obra provou-se não ter mercado durante o festival de Cannes de 1973. LISA AND THE DEVIL teve enxertos filmados por Alfredo Leone para embalar o sucesso de O EXORCISTA resultando em THE HOUSE OF THE EXORCISM, que foi bastante lucrativo nos drive-ins dos Estados Unidos.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Já próximo do fim de sua filmografia, Mario Bava em 1973 cria Lisa e o Diabo, a qual também ajudou no desenvolvimento do roteiro, juntamente com Alberto Cittini, que posteriormente também iria ajudar Bava em The House Of Exorcism de 1975. Aqui o clima de terror é bom e consegue alternar bem entre o desenvolvimento da trama, com momentos mais sangrentos, conseguindo também desenvolver os personagens que são bem peculiares, com destaque para o mordomo Leandro. É claro que Lisa e o Diabo não é uma obra prima, mas é um filme funcional, ainda mais se comparado com outras tranqueiras já produzidas pelo diretor.
*** (Bom)
É um dos mais conhecidos da carreira de Mario,não tem grandes momentos como seus outros filmes,mas consegue trabalhar bem nas sequências de terror.
>Assistido em 16 de Outubro de 2025
A estória não fez sentido para mim e o filme é bem chato. Curti, todavia, os créditos iniciais com as cartas, a ambientação, a trilha sonora e a ótima atuação do Telly Savalas.
"Nem sempre é sábio remexer no passado... Todos nós temos alguns segredos imperdoáveis."
A cena em que Leandro troca o cigarro pelo pirulito rapidinho pra patroa não ver é a melhor. Ainda mete o fumo no outro mano kkkkkkk
Pô, confesso que não me prendeu como eu gostaria. Não duvido que seja bom, pois Bava é realmente mestre e Telly Savalas é metade do filme sozinho.
Assistido em 04/04/2025
Os filmes de terror antigo são demais, em específico do cinema Italiano, eles caprichavam na produção, nos efeitos sonoros, na trilha sonora (sensacional!), ambientação, e mesmo com o ar teatral, que nem todo mundo aprecia, eu gosto e acho que confere um tom "cinema-arte" nas obras, mas mantem o estilo mais descolado dos filmes terror, sem dizer aquelas reviravoltas nos desfechos, um verdadeiro eitaaa. Tem sido um prazer conhecer melhor os filmes antigos, principalmente desse diretor Mario Bava.