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Data de lançamento
17 Out. 2014Duração
Philip é um escritor de sucesso que está para lançar seu segundo romance. Mas ele começa a se sentir incomodado com a vida agitada da cidade, além do relacionamento em decadência com Ashley e sua própria indiferença em relação ao livro. Ele decide se isolar para conseguir paz e se concentrar no seu assunto favorito: ele mesmo.
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Trata um drama que acontece bastante na vida real.Apesar de ter alguns personagens chatos (propositalmente),o filme consegue ter alguns momentos leve que quebra o ritmo mais dramático.
>Assistido em 03 de Setembro de 2025
Uma espécie de Woody Allen extremamente antipático (o desagradável protagonista é a síntese disso) e pedante, com idas e vindas de pura chatice.
"Não seja mais infeliz que o necessário, deixe isso para as mulheres que ama. É basicamente para isso que elas existem, pelo que eu sei."
Ah, o ego...
Apesar de possuir alguns diálogos duvidosamente interessantes e uma narração bacana, "Cala A Boca Philip" foi um filme que não conseguiu me cativar. Atuações muito boas, (Jason Schwartzman como um dos protagonistas mais chatos que já vi num filme, e Elisabeth Moss fabulosa) mas nem isso salva o filme de ser cansativo.
Não houve uma conexão e assisti-lo foi apenas tedioso. Às vezes a vontade de mandar um "cala a boca, filme" era imensa.
Interessante mas exige uma certa paciência.
Um amigo, que é escritor, certa vez me disse: "Não importa onde depositamos nosso amor, nem sua intensidade, seja em coisas ou pessoas, já que a unilateralidade estará sempre presente. Eu, ao menos, escolho depositar nas artes já que elas a quantidade de vezes que elas me decepcionam não é tão grande quanto as vezes que tenho a ilusão de que elas me amam de volta". Não foram essas palavras exatamente, mas vi que eram uma adaptação de algumas coisas que Bernardo Soares dizia n'O Livro do Desassossego de Fernando Pessoa (não falei nada porque sabia que a intenção dele era que eu achasse que era uma contemplação profunda e original. É uma mania que ele tem, é divertida e não irritante como parece, eu garanto). Respondi com algo como "poxa, deve ser uma vida difícil", ao que ele retrucou: "A mais difícil de todas as vidas é a de um escritor".
Em "Cala a Boca,Philip" acompanhamos o protagonista do título permear entre a apatia e um encanto a outras pessoas. Philip nunca trata-as com admiração, mas nunca as realmente as deixa em paz. Quando se desgarra delas, é só porque causará menos sofrimento a si mesmo.
O filme troca o ponto de vista para outros personagens, mostrando o impacto que Philip deixa nas pessoas,as quais ele faz questão de sempre voltar mais tarde. A verdade é que o que interessa Philip é realmente o transtorno que causa a elas e a si mesmo. É pegar as consequências desses transtornos e transformá-las em combustível para suas histórias.
O que ele não vê é que, como Ike, seu futuro profissional pode ser brilhante, mas sua vida pessoal continuará miserável e melancólica, se ele continuar neste caminho que traça, apesar que, no fim das contas, seja isso mesmo o que ele quer: "Você prefere que as pessoas te vejam só como um escritor talentoso ao invés de uma pessoa de verdade?" Yvette indaga Philip, pro que ele responde simplesmente: "Sim".
Talvez realmente não importa onde depositamos nosso amor, mas ao fazermos, devemos viver com nossa escolha. Realmente, deve difícil a vida de um escritor. Uma dificuldade muitas vezes, auto imposta.