A fotografia minimalista é incrível, as luzes quase sempre amareladas/esverdeadas são belíssima também. A direção de arte se mantendo fiel as cores azuis, vermelhas e por vezes amarelas, deixou o filme encantador aos olhos.
Porém é difícil de assistir por causa do ritmo de edição, poucas falas, personagens sem profundidade que estão o tempo todo apenas guardando pra si o que pensam e sentem. A falta de significados, parece uma terapia de tédio. Todas as músicas são diegéticas e representam bem o ambiente em que o personagem está inserido. Agora algo que eu não consigo compreender, é como as distâncias e os longos períodos temporais desaparecem desse filme, ele deixa de mostrar uma boa parte do percurso do protagonista para mostrar "vários nadas" do percurso do protagonista.
Cheio de planos sequências que não transmitem nenhuma mensagem, nenhum valor, provavelmente um contraste ao mundo abstrato e rápido em que vivemos. Enfim, muito difícil desse filme se inserir no mercado, mas não creio que essa tenha sido essa a intenção do diretor.
Na minha curiosidade na busca de um significado maior acredito que a grande mensagem é mostrar ao telespectador como um filme é produzido, e não, como um filme 'PRECISA' ser produzido. Cinema não é apenas ganhar dinheiro, criar filmes com fórmulas de produção que sempre garantem maior sucesso de investimento. Em "Liverpool", existe uma exteriorização da natureza projetada e fazendo analogia direta ao cinema. Pois a natureza não se importa com seus sonhos e pretensões, ela é fria e concreta. A conquista do homem ao dominar a natureza, os meios de produções, estabelece um padrão de vida cheio de repetividade, rotina, tédio e métodos pré estabelecidos. (seria esse o cinema hollywoodiano?).
[/spoiler] Na cena em que o protagonista encontra a mãe por exemplo, o cinema contemporâneo provavelmente teria dramatizado, colocado uma trilha apelando a sensibilidade ao sentimentalismo, neste filme não, a mãe simplesmente não se lembra do filho e ele vai embora. [spoiler]
"Liverpool" trás uma visão natural das coisas, mostrando o que elas realmente são, e a vida como ela realmente é. (o cinema como ele realmente é, seria o cinema como ele não precisa ser em "Liverpool"?)
Não apenas não entendi bem o filme como não apreciei esta guinada rural antonioniana... O diretor é genial, mas achei que ele se perdeu em sua própria pretensão ao urbanizar as suas obsessões relacionais entre homem e natureza. A meia-hora final é muito boa, mas achei o ritmo tedioso, indistinto, ao contrário dos três preciosos pedaços de cinema que o diretor realizou anteriormente. Seja como for, anseio por ver JAUJA. Minha fé neste gênio argentino permanece inabalada! (WPC>)
A fotografia minimalista é incrível, as luzes quase sempre amareladas/esverdeadas são belíssima também. A direção de arte se mantendo fiel as cores azuis, vermelhas e por vezes amarelas, deixou o filme encantador aos olhos.
Porém é difícil de assistir por causa do ritmo de edição, poucas falas, personagens sem profundidade que estão o tempo todo apenas guardando pra si o que pensam e sentem. A falta de significados, parece uma terapia de tédio. Todas as músicas são diegéticas e representam bem o ambiente em que o personagem está inserido. Agora algo que eu não consigo compreender, é como as distâncias e os longos períodos temporais desaparecem desse filme, ele deixa de mostrar uma boa parte do percurso do protagonista para mostrar "vários nadas" do percurso do protagonista.
Cheio de planos sequências que não transmitem nenhuma mensagem, nenhum valor, provavelmente um contraste ao mundo abstrato e rápido em que vivemos. Enfim, muito difícil desse filme se inserir no mercado, mas não creio que essa tenha sido essa a intenção do diretor.
Na minha curiosidade na busca de um significado maior acredito que a grande mensagem é mostrar ao telespectador como um filme é produzido, e não, como um filme 'PRECISA' ser produzido. Cinema não é apenas ganhar dinheiro, criar filmes com fórmulas de produção que sempre garantem maior sucesso de investimento. Em "Liverpool", existe uma exteriorização da natureza projetada e fazendo analogia direta ao cinema. Pois a natureza não se importa com seus sonhos e pretensões, ela é fria e concreta. A conquista do homem ao dominar a natureza, os meios de produções, estabelece um padrão de vida cheio de repetividade, rotina, tédio e métodos pré estabelecidos. (seria esse o cinema hollywoodiano?).
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Na cena em que o protagonista encontra a mãe por exemplo, o cinema contemporâneo provavelmente teria dramatizado, colocado uma trilha apelando a sensibilidade ao sentimentalismo, neste filme não, a mãe simplesmente não se lembra do filho e ele vai embora.
[spoiler]
"Liverpool" trás uma visão natural das coisas, mostrando o que elas realmente são, e a vida como ela realmente é. (o cinema como ele realmente é, seria o cinema como ele não precisa ser em "Liverpool"?)
que fita
Não apenas não entendi bem o filme como não apreciei esta guinada rural antonioniana... O diretor é genial, mas achei que ele se perdeu em sua própria pretensão ao urbanizar as suas obsessões relacionais entre homem e natureza. A meia-hora final é muito boa, mas achei o ritmo tedioso, indistinto, ao contrário dos três preciosos pedaços de cinema que o diretor realizou anteriormente. Seja como for, anseio por ver JAUJA. Minha fé neste gênio argentino permanece inabalada! (WPC>)
Não chega na profundidade e acaba no superficial...
Bela fotografia. Belíssima fotografia. Só.