A vida do ex-primeiro ministro italiano Silvio Berlusconi, o homem mais rico da Itália, a partir da perspectiva de empreendedores, cortesãos e políticos corruptos: todos aqueles que convivem de perto com ele e o chamam pelo primeiro nome.
"Tudo é muito patético presidente, e triste. E não construímos nada com tristeza."
Silvio e os outros #Loro de #paolosorrentino Itália,2018.
Em cartaz na plataforma da Netflix o longa A Mão de Deus é uma pérola que se você ainda não viu deve correr pra ver. Antes de A Mão de Deus o diretor Paolo Sorrentino fez outra obra magnífica: Silvio e os outros.
O longa fala sobre Silvio Berlusconi e sua tentativa de derrubar o atual governo da época atraindo senadores para o seu grupo político através do seu vasto poder econômico.
Sorrentino joga com o real incluindo na história um personagem ficcional, um cafetão com aspirações políticas que fará de tudo para chegar perto de Berlusconi.
O longa é surpreendente e nos conduz com facilidade por uma história polêmica que foi a vida do bilionário italiano. Sorrentino como sempre faz de seu cinema um momento único pra nós, assim como em A Grande Beleza, somos jogados ali dentro da tela e só saímos de lá quando o diretor encerra seu filme, mesmo assim deixando em nós um pouco daquilo que foi visto.
Com um elenco que nos deixa de boca aberta, encabeçado por Toni Servillo e Riccardo Scamarcio, Silvio e os outros é uma delícia.
Assisti Loro, filme sobre Silvio Berlusconi dirigido por Paolo Sorrentino. Até onde li, a obra é uma "critica" ao político e magnata das comunicações italiano. A arte é uma forma de conhecimento, qual utilizamos a imaginação e empatia. Uma obra sobre o escroto Berlosconi pode ser bela artisticamente. Isso não o inocenta, nem nós torna partidário de seus atos. Mostra as contradições e pode nos ajudar a entender melhor a nós e os outros. O sentimento que tenho sobre a obra é contraditório. Vemos um senhor, extremamente cheio de confiança, mas com poderes reduzidos. Alguém tentando reconquistar o poder e a esposa. Não vemos um mafioso, escroto e de extrema direita. Ficamos confusos, quando sabemos de quem trata o filme. Esse sentimento de confusão é de grande responsabilidade de Toni Sevillo. Mesmo com uma maquiagem estranha, o ator brilha intensamente. O filme é semelhante ao jornalismo, quando colhe diversas opiniões, mas tentar manter "civilidade, torna monstros, tiranos e pessoas escrotas simpáticas. O filme é bom, mas não posso chamá -lo de crítica, pois quem o credita assim, talvez não entenda de crítica ou a confunda com propaganda.
Esteticamente parece uma mistura de "O Lobo de Wall Street" do Scorsese passado num filtro felliniano de "A Doce Vida". Ótima edição, que acaba sendo atrapalhada pela mão pesada do diretor Paolo Sorrentino (o mesmo de "A Grande Beleza") que quer esticar cenas à exaustão enquanto a montagem tem potencial pra ser dinâmica e ácida.
Sobre o tema em si, Berlusconi - que os mais irônicos apelidaram de "Berluscome" - é um playboy metido a garanhão de fralda geriátrica, odiador extremo da esquerda e que busca distância do contato com o povo, preferindo resolver tudo na chantagem com parlamentares. Trocando em miúdos, um Aécio Neves de 70 anos.
Parece que 'A Grande Beleza' voltou, só que agora com um exemplo prático daquele comentário feito sobre o hedonismo niilista de burgueses decadentes: com cara e personagem específicos...
"Tudo é muito patético presidente, e triste. E não construímos nada com tristeza."
Silvio e os outros #Loro de #paolosorrentino Itália,2018.
Em cartaz na plataforma da Netflix o longa A Mão de Deus é uma pérola que se você ainda não viu deve correr pra ver. Antes de A Mão de Deus o diretor Paolo Sorrentino fez outra obra magnífica: Silvio e os outros.
O longa fala sobre Silvio Berlusconi e sua tentativa de derrubar o atual governo da época atraindo senadores para o seu grupo político através do seu vasto poder econômico.
Sorrentino joga com o real incluindo na história um personagem ficcional, um cafetão com aspirações políticas que fará de tudo para chegar perto de Berlusconi.
O longa é surpreendente e nos conduz com facilidade por uma história polêmica que foi a vida do bilionário italiano. Sorrentino como sempre faz de seu cinema um momento único pra nós, assim como em A Grande Beleza, somos jogados ali dentro da tela e só saímos de lá quando o diretor encerra seu filme, mesmo assim deixando em nós um pouco daquilo que foi visto.
Com um elenco que nos deixa de boca aberta, encabeçado por Toni Servillo e Riccardo Scamarcio, Silvio e os outros é uma delícia.
Que maravilha é o cinema de Paolo Sorrentino.
#cinemaitaliano #toniservillo #riccardoscamarcio #elenasofiaricci
Assisti Loro, filme sobre Silvio Berlusconi dirigido por Paolo Sorrentino. Até onde li, a obra é uma "critica" ao político e magnata das comunicações italiano. A arte é uma forma de conhecimento, qual utilizamos a imaginação e empatia. Uma obra sobre o escroto Berlosconi pode ser bela artisticamente. Isso não o inocenta, nem nós torna partidário de seus atos. Mostra as contradições e pode nos ajudar a entender melhor a nós e os outros. O sentimento que tenho sobre a obra é contraditório. Vemos um senhor, extremamente cheio de confiança, mas com poderes reduzidos. Alguém tentando reconquistar o poder e a esposa. Não vemos um mafioso, escroto e de extrema direita. Ficamos confusos, quando sabemos de quem trata o filme. Esse sentimento de confusão é de grande responsabilidade de Toni Sevillo. Mesmo com uma maquiagem estranha, o ator brilha intensamente. O filme é semelhante ao jornalismo, quando colhe diversas opiniões, mas tentar manter "civilidade, torna monstros, tiranos e pessoas escrotas simpáticas. O filme é bom, mas não posso chamá -lo de crítica, pois quem o credita assim, talvez não entenda de crítica ou a confunda com propaganda.
Bicho, o Sorrentino têm um estilo de cinema ímpar! Ele é genial!
Sobre o filme: basicamente os 7 pecados capitais na caruda mesmo. Fotografia encantadora. Servillo atuando de forma brilhante do início ao fim.
AÉCIO SETENTÃO
Esteticamente parece uma mistura de "O Lobo de Wall Street" do Scorsese passado num filtro felliniano de "A Doce Vida". Ótima edição, que acaba sendo atrapalhada pela mão pesada do diretor Paolo Sorrentino (o mesmo de "A Grande Beleza") que quer esticar cenas à exaustão enquanto a montagem tem potencial pra ser dinâmica e ácida.
Sobre o tema em si, Berlusconi - que os mais irônicos apelidaram de "Berluscome" - é um playboy metido a garanhão de fralda geriátrica, odiador extremo da esquerda e que busca distância do contato com o povo, preferindo resolver tudo na chantagem com parlamentares. Trocando em miúdos, um Aécio Neves de 70 anos.
Parece que 'A Grande Beleza' voltou, só que agora com um exemplo prático daquele comentário feito sobre o hedonismo niilista de burgueses decadentes: com cara e personagem específicos...