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Todas as noites depois do trabalho, o jovem Ras desenha grafites em vários muros de seu bairro, em Cali. Durante o dia, ele trabalha na construção civil, mas perde o emprego por roubar várias latas de tinta que pegara com o intuito de fazer um grande mural perto de casa. Agora sem dinheiro para ajudar sua mãe, Ras atravessa a cidade à procura de Calvin, outro jovem grafiteiro que estuda belas artes e vive dias difíceis após o divórcio de seus pais. Juntos, os dois vagam sem rumo pela cidade, dividindo seus anseios por arte e liberdade. Prêmio especial do júri no Festival de Locarno 2014.
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Cultura de rua colombiana. Viva!
Nunca tinha sequer ouvido falar sobre este filme! Não conhecia quase nada sobre o cinema colombiano, aliás, e, depois de assistir, no mesmo dia, a um típico exemplar dramático de gênero, deparo-me com esta jóia de guerrilha, com este primor narrativo quase rizomático em suas celebrações de alteridade. Na sinopse, promete-se uma merecida protagonização a um artista incompreendido de periferia, mas outras vozes e corpos compartilham o seu ímpeto criativo. Vozes que pertencem a diferentes classes sociais e/ou derivações histórico-raciais. A personagem da avo é incrível, o elenco juvenil é soberbo, a direção é puro exercício co-participativo de fluxo, e o desfecho é socialmente previsível mas genialmente ressignificado em poesia imagética e sonora. Amei deparar-me com este filme tão vivo, tão juvenil, tão consciente dos objetivos a alcançar e das barreiras a superar. Maravilhoso exemplar de uma renovação cinematográfica da América Latina contemporânea. Não julga ninguém: tenta compreender todas as razões, ainda que assumidamente escolha um lado: contra qualquer tipo de opressão, sobretudo a institucionalizada e pseudo-defendida pela população enganada pelas promessas populistas que imiscuem-se diuturnamente em nossas residências. Maravilhoso, uau! (WPC>)
Os personagens simbolizam uma resistência inabalável da cultura de rua, não esboçando quaisquer traços de sofrimento pelas circunstâncias. E achei que justamente essa firmeza tornou a história plana demais
Passou no Cine Ibermedia da TV Brasil. Ali em cima colocaram FICÇÃO mas o gênero correto é DRAMA.
Esse drama colombiano mostra com realismo e sinceridade o cotidiano de dois jovens pobres que passam o tempo fazendo grafites (além de pichações) pelos muros da cidade, correndo o risco de serem pegos pela polícia. Além de mostrar um pouco da convivência familiar dos rapazes: um mora com a mãe, e o outro com a avó. É interessante e diferente, e só não é melhor devido alguns momentos pouco significativos que não acrescentam nada a história e só servem para preencher a duração.