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Data de lançamento
9 Nov. 1950Duração
Nos subúrbios da Cidade do México um grupo de jovens delinquentes passa os dias cometendo pequenos roubos. Um fugitivo de um reformatório, Jaibo (Roberto Cobo), por ser mais velho e experiente se torna o líder natural deles. Um dia, na companhia de Pedro (Alfonso Mejía), Jaibo se descontrola e espanca Julian (Javier Amézcua) até a morte, pois supostamente este o teria delatado. Pedro, que tem uma grande necessidade de carinho materno mas é ignorado por sua mãe (Estela Inda), carrega um sentimento de culpa por se considerar cúmplice de Jaibo, que se comporta como se nada tivesse acontecido. Jaibo ainda tenta seduzir a mãe de Pedro, que não lhe dá nenhuma abertura, fazendo com que o confronto entre Jaibo e Pedro seja algo inevitável.
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Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita
Interessante observar como um dos marcos inaugurais do Nuevo Cine Argentino, Pizza, birra, faso, que retrata o estado de degradação social produzido pela política econômica neoliberal dos anos 1990, tem sequências e personagens fortemente inspiradas nessa produção de Buñuel. A escolha, claro, justifica-se. Buñuel é mordaz em sua representação da miséria e da exclusão social produzidas pela desigualdade mexicana. O exemplo mais contundente da aspereza deste filme é a construção da personagem de Don Carmelo. Apresentado em um primeiro momento como mais uma vítima social, logo se revela a personificação alegórica (um tanto óbvia, é certo) de um cego saudosismo do Porfiriato. A fixação da personagem em Porfírio Díaz vai aos poucos revelando sua face hipócrita, autoritária e corrompida.
Representação antirrealista da realidade social, Los olvidados é o desafino no coro dos contentes, é o avesso do humanismo católico de Rossellini, tão em voga naqueles primeiros anos do segundo pós-guerra, quando os neorrealistas construíram a imagem - não totalmente falsa, mas certamente conciliatória - de uma sociedade civil italiana vitimada pela guerra, pela ocupação e pelo fascismo, deixando em segundo plano as responsabilidades e ambiguidades de setores dessa mesma sociedade diante do regime (o resultado veio nas eleições de 1948, quando a Democracia Cristã se impôs sobre a Frente Democrática Popular, formada principalmente por comunistas e socialistas, e consolidou uma ordem política marcada pelo anticomunismo e pela inserção da Itália no bloco ocidental da Guerra Fria).
Buñuel, que não estava interessado em nenhum pacto de reconstrução nacional, expressa sua oposição logo no preâmbulo de Los olvidados, rejeitando a disposição conciliatória das fitas neorrealistas - “qualquer semelhança com fatos ou personagens reais é mera casualidade” - e afirmando que sim, “este filme está baseado integralmente em fatos da vida real e todos os seus personagens são autênticos”.
Esse é muito bom... Bunuel no neo realismo. O cara manja!
01.08.2026
Um retrato realista e cru de um problema social que só passou a ser mais observado após a Segunda Guerra Mundial, que é o abandono parental e a invisibilidade infantil e juvenil nas ruas e na criminalidade. Os personagens são marcantes, e nenhum deles deixa o espectador impassível, causando afeição ou repulsa de acordo com suas atitudes. Ainda há espaço para Buñuel trazer um pouco de onirismo, que garante um dos momentos mais memoráveis do filme.
Luis Buñuel mostra a realidade de uma pequena cidade mexicana, suja, cruel, violenta, onde famílias tentam sobreviver com subempregos, as crianças são abandonados e assim recorrem a furtos, fiquei com pena do Pedro, sua vida teria sido melhor se sua mãe tivesse o ajudado, já Jaibo, esse não tinha jeito e salvação.