Após a professora Universitária Lena adquirir meningite, ela precisa redescobrir a sua percepção de mundo depois de perder a sua memoria, personalidade e gostos.
Um filme de muita qualidade acerca de uma mulher (maravilhosamente interpretada por Maria Schader) que perdeu a sua memória biográfica. Quando uma pessoa perde este tipo de memória ela perde vínculos, medos, sentimentos, valores morais, a noção do que é apropriado, correcto ou incorrecto, ou seja, perde a sua identidade...e isso torna-se muito doloroso não só para a própria como para as pessoas que lhe são próximas. Este filme é sobre isso! Devo avisar-vos para não o verem num dia mau senão ainda poder-se-ão sentir pior.
Após um episódio de encefalite, Lena perde sua “memória autobiográfica”, segundo seu médico. Mas a perda é muito maior do que isso. Ela perde a noção de seu próprio eu, fica incapaz de reconhecer expressões faciais ou de manter um simples diálogo trivial. Ela se lembra qual é a capital da França mas não os nomes de seus pais. É como se ela se tornasse uma sombra tênue da mulher inteligente e criativa que costumava ser. Quase um autômato, sem qualquer senso moral e incapaz de sentir ou expressar afeto, seu ego é literalmente dilacerado. Lose My Self poderia muito bem ser um dos casos intrigantes e fascinantes de Oliver Sacks – no entanto, infelizmente, o filme segue na direção contrária do olhar humanista e caloroso de Sacks, sendo narrado com a mesma indiferença e frieza que Lena passa a demonstrar diante das coisas, do marido e da própria existência. Uma proposta que poderia ser intrigante acaba se tornando um filme sem emoção, no qual o envolvimento do espectador com a aflição de Lena – se é que ela sente alguma – fica praticamente impossibilitado.
Um filme de muita qualidade acerca de uma mulher (maravilhosamente interpretada por Maria Schader) que perdeu a sua memória biográfica.
Quando uma pessoa perde este tipo de memória ela perde vínculos, medos, sentimentos, valores morais, a noção do que é apropriado, correcto ou incorrecto, ou seja, perde a sua identidade...e isso torna-se muito doloroso não só para a própria como para as pessoas que lhe são próximas.
Este filme é sobre isso!
Devo avisar-vos para não o verem num dia mau senão ainda poder-se-ão sentir pior.
Após um episódio de encefalite, Lena perde sua “memória autobiográfica”, segundo seu médico. Mas a perda é muito maior do que isso. Ela perde a noção de seu próprio eu, fica incapaz de reconhecer expressões faciais ou de manter um simples diálogo trivial. Ela se lembra qual é a capital da França mas não os nomes de seus pais. É como se ela se tornasse uma sombra tênue da mulher inteligente e criativa que costumava ser. Quase um autômato, sem qualquer senso moral e incapaz de sentir ou expressar afeto, seu ego é literalmente dilacerado. Lose My Self poderia muito bem ser um dos casos intrigantes e fascinantes de Oliver Sacks – no entanto, infelizmente, o filme segue na direção contrária do olhar humanista e caloroso de Sacks, sendo narrado com a mesma indiferença e frieza que Lena passa a demonstrar diante das coisas, do marido e da própria existência. Uma proposta que poderia ser intrigante acaba se tornando um filme sem emoção, no qual o envolvimento do espectador com a aflição de Lena – se é que ela sente alguma – fica praticamente impossibilitado.
Filme estranho... mas interessante.