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Data de lançamento
10 Fev. 2023Duração
Yeo Mi Ran trabalha como advogada novata no Gilmu Law Firm, uma empresa que atende principalmente a indústria do entretenimento. Ela não tem interesse em ter um relacionamento romântico e detesta perder para homens em qualquer competição. Nam Kang Ho, um ator renomado na indústria do entretenimento, é muito popular na Coreia do Sul devido à sua boa aparência, intelecto e natureza benevolente. Embora seja muito procurado para papéis em filmes românticos, ele não tem muita fé nas mulheres. Apesar de compartilharem a descrença no amor, Yeo Mi Ran e Nam Kang Ho se envolvem em uma batalha romântica.
Emissora: Netflix • Episódios: 10 • Duração: 50 min.
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Demorei para engatar, mas quando cheguei no ep 3 nao consegui mas parar e terminei tudo em um dia.
Amei !!! ❤️❤️❤️
Não sei quanto às outras pessoas, mas passei a ter interesse em doramas por não conseguir mais suportar as obras ocidentais. Além dos roteiros fracos e da falta de criatividade, há uma enorme necessidade de focar em tudo, menos na história. Doramas me desconectam do mundo real, me divertem e me distraem. É entretenimento puro e simples. Entretanto, Love To Hate You é um K-Drama visivelmente focado no público ocidental, com o exato conteúdo que eu abomino e vivo fugindo de ver.
A série traz consigo um discurso feminista chatíssimo de acompanhar, com zero sutileza e uma protagonista “forte e empoderada” (em outras palavras: arrogante; antipática; perfeita em TUDO, principalmente em coisas consideradas nada femininas; e, não menos importante, odeia homens e é superior a eles em tudo). Sendo perfeita, ela também cura fobias profundas com sua mera existência. Mi Ran é a epítome da mulher hipócrita que critica a promiscuidade dos homens enquanto enche a boca para dizer que ficou com mais de 100. Que julga a traição masculina, porém justifica suas próprias traições como uma forma de não reprimir seus desejos. E que afirma odiar homens, mas faz questão de se relacionar com vários deles. Sua amiga é vítima de um idiota inconveniente em seu trabalho e fica extremamente ofendida pelo assédio. Logo em seguida, ela deixa claro que odeia ter que atender a homens feios e dá a entender que o inconveniente não teria sido um problema caso o homem fosse bonito...
O machismo reina em doses extravagantemente cavalares. Tudo vira argumento para fazer militância, faça sentido ou não. Como quando ela está correndo muito, e isso vira motivo para um homem se perguntar “era uma mulher?” ou quando elogios são considerados formas de objetificar a mulher (mas mulheres verem um homem e só ficarem repetindo “olha como ele é lindo” não é). Tudo é muito tolo e estereotipado, com as mulheres coitadas e os homens escrotos. Só não é pior por não ser hollywoodiano.
Em uma produção ocidental, a Mi Ran jamais acabaria percebendo que seus colegas de trabalho são leais e legais. Todos seriam babacas vilanescos e misóginos até o fim.
O casal em si não me incomodou, mas foi bem “não fede nem cheira”. Eu detesto personagens perfeitinhos, e odeio ainda mais personagens como a Mi Ran. Então foi difícil ter qualquer simpatia por eles — sem contar no “adestrar e não ser adestrada”. Realmente, há muito amor em uma relação baseada em “domesticar” seu par. O ator é bem bundão e incompetente perto dela, além de considerá-la perfeita e “diferente das outras garotas” 🤢 (e você vai saber que ela é muito diferente, já que vão repetir muito isso), mas pelo menos é bem mais simpático que ela. Seu amigo é um gato, e a amizade deles é divertida, o que ajudou a aliviar meu estresse. O resto não foi tão bem explorado, achei o humor inexistente (e eu buscava uma comédia), a direção é caótica nas cenas de ação muito tremidas (o que as tornava incompreensíveis) e há algumas cenas com tantos cortes que me lembraram o Bohemian Rhapsody.
Enfim, se eu quisesse ver uma trama americana, eu veria obras americanas. Há outros doramas que brincam com o estereótipo da mulher com atitude e do homem mais romântico e desajeitado com as mulheres (True Beauty é um). Isso, aliás, é algo bem comum nos romances coreanos. A diferença é que isso não é usado como pauta barata e nem como forma de reduzir os homens e empoderar a protagonista Mary Sue. O geral foi medíocre, mas esse “pequeno detalhe” azedou toda a minha experiência. Pelo menos ele é curto.
Gostei mas a trilha sonora é horrenda
Um k-drama maravilhoso desses merecia muito, mas muito mais episódios. Não me cansaria nunca de ver mais cenas da Mi Ran e do Kang Ho juntos.