Dirigido por
Duração
A história de três mulheres (com mesmo nome) que vivem em momentos históricos diferentes em Cuba. A primeira, vinda de familia rica, vive na Cuba do final do séc XIX em meio das lutas da independência, onde se apaixona por um rico espanhol, que dará inicio a um pesadelo pessoal. A segunda, de familia de classe média, vive na Cuba da década de 30 sob a ditadura do ditador Machado e se apaixona por um militante de esquerda. A terceira, já na cuba revolucionária, é uma camponesa que trabalha nos campos coletivos e que se casa com um homem machista e autoritário.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
- três lúcias, três épocas e nenhum homem que presta
- começam parecendo uma história de amor e terminam sendo muito mais sobre as mulheres e o país em que elas estão vivendo
- gostei principalmente da última parte, tem uma energia diferente das outras, a lúcia é mais do povão
- visualmente o filme é lindo, principalmente quando exagera no melodrama. tem umas escolhas de montagem e câmera que parecem estar a um passo de virar um caos e que funcionam muito bem
a terceira história foi a minha favorita
Parece novela mexicana, achei legal e deu para conhecer um pouco sobre cuba...
Apesar de toda a qualidade da produção (incluindo atores, direção, trilha), falta uma certa contextualização, principalmente na segunda história (quem raios é Machado?). Ou, talvez, o foco tenha sido nas pessoas, em especial as mulheres, e o contexto não passa apenas de um pano de fundo. Curioso também os paralelos com o Brasil. Se Cuba no final do século XIX estava se tornando independente, o Brasil se tornava república. Cuba e Brasil tiveram revoluções em 1930 e também enfrentaram ditaduras na década de 60, embora de lados diferentes da guerra fria.
Nota: 8.0.
Há um leve descompasso entre os episódios, engendrado por um paradoxo mui peculiar: o episódio de abertura é tão soberbo que mesmo a excelência máxima das duas estórias subsequentes parece inferior, sendo que o filme como um todo permanece num padrão supremo, nota máxima, favorito!
Logo na abertura, a demonstração genial da "fórmula" autocrítica: nenhuma revolução é suficiente quando não se transforma também a si mesmo. Interior e exterior formam parte de um esquema orgânico que, mesmo quando bem-sucedido, carece de cuidados e manutenção extrema. Aqui, o plano da esquerda política é benfazejo. Mas os dilemas femininos são subestimados, ignorados. De acordo com o filme, portanto, o melodrama é alçado á categoria revolucionária: sentimos ecos da 'Eztetyka da Fome' glauberiana e uma antecipação zulawskiana desde o início, genial, genial!
No segundo episódio, o tédio advindo dos sustos da mudança situacional estabelece-se como angústia suprema. E como opressão do outro. Ou melhor, da outrA.
Por fim, um episódio magistral e celebrado musicalmente (ave, "Guantanamera"!), mas o tom é reiterativo, necessário mas evidente em excesso. Genial como um todo, insisto: obra-prima magnânima! <3 (WPC>)