“Sim, valeria a pena estudar clinicamente, no pormenor, os itinerários de Hitler e do hitlerismo e revelar ao burguês muito distinto, muito humanista, muito cristão do século XX que traz em si um Hitler que se ignora, que Hitler vive nele, que Hitler é seu demônio, que se o vitupera é por falta de lógica, que, no fundo, o que não perdoa a Hitler não é o crime em si, o crime contra o homem, não é a humilhação do homem em si, é o crime contra o homem branco, a humilhação do homem branco e o ter aplicado à Europa processos colonialistas a que até aqui só os árabes da Argélia, os ‘coolies’ da Índia e os negros da África estavam subordinados”
Aimee Cesáire
"Quem não quer falar do colonialismo deve calar-se também sobre o capitalismo e o fascismo".
Cinebiografia necessária de um líder do pan-africanismo que, à exemplo de Agostinho Neto e Thomas Sankara, é pouco conhecido fora daquele continente.
O longa tem a seu favor uma boa performance de Eriq Ebouaney na pele do personagem título, narrando sua vida desde a formação do Movimento Nacional Congolês (MNC) contra a elite colonialista local até o golpe de Estado liderado pelo facínora cleptocrata Joseph Mobutu, com apoio dos países da OTAN.
Infelizmente, o filme não consegue causar impacto mais acachapante por conta da direção demasiadamente esquemática do haitiano Raoul Peck, bem como o roteiro que acumula um mundo de informações que só serão fáceis de seguir para os próprios congoleses ou para historiadores 'já iniciados' na trajetória de independência do Congo.
Apesar dos defeitos, todavia, vale a conferida pela história real sobre a nefasta influência do colonialismo europeu no continente africano - e o quanto um exército independente das grandes potências, de fato, seria necessário para garantir uma autonomia geopolítica real dos ex-colonizadores.
Precioso resgate histórico do movimento negro. É sempre bom recordar como é dura a liberdade de um povo. E esta, só pode ser conquistada. Se concedida, é farsa.
Cinebiografia fundamental para conhecer a história do Congo e seu mártir da independência.
“Sim, valeria a pena estudar clinicamente, no pormenor, os itinerários de Hitler e do hitlerismo e revelar ao burguês muito distinto, muito humanista, muito cristão do século XX que traz em si um Hitler que se ignora, que Hitler vive nele, que Hitler é seu demônio, que se o vitupera é por falta de lógica, que, no fundo, o que não perdoa a Hitler não é o crime em si, o crime contra o homem, não é a humilhação do homem em si, é o crime contra o homem branco, a humilhação do homem branco e o ter aplicado à Europa processos colonialistas a que até aqui só os árabes da Argélia, os ‘coolies’ da Índia e os negros da África estavam subordinados”
Aimee Cesáire
"Quem não quer falar do colonialismo deve calar-se também sobre o capitalismo e o fascismo".
Domenico Losurdo
Completo e legendado em inglês: www.youtube.
com/watch?v=AYrC-JaYHik
Cinebiografia necessária de um líder do pan-africanismo que, à exemplo de Agostinho Neto e Thomas Sankara, é pouco conhecido fora daquele continente.
O longa tem a seu favor uma boa performance de Eriq Ebouaney na pele do personagem título, narrando sua vida desde a formação do Movimento Nacional Congolês (MNC) contra a elite colonialista local até o golpe de Estado liderado pelo facínora cleptocrata Joseph Mobutu, com apoio dos países da OTAN.
Infelizmente, o filme não consegue causar impacto mais acachapante por conta da direção demasiadamente esquemática do haitiano Raoul Peck, bem como o roteiro que acumula um mundo de informações que só serão fáceis de seguir para os próprios congoleses ou para historiadores 'já iniciados' na trajetória de independência do Congo.
Apesar dos defeitos, todavia, vale a conferida pela história real sobre a nefasta influência do colonialismo europeu no continente africano - e o quanto um exército independente das grandes potências, de fato, seria necessário para garantir uma autonomia geopolítica real dos ex-colonizadores.
Precioso resgate histórico do movimento negro. É sempre bom recordar como é dura a liberdade de um povo. E esta, só pode ser conquistada. Se concedida, é farsa.