Sátira sobre uma atriz decadente e viúva há pouco tempo que comemora sua volta à ativa, numa produção para TV, com uma festa que se torna palco de diferentes relacionamentos entre seus parentes, incluindo o fantasma do falecido marido, amigos e empregados.
O elenco até tem bons nomes e o enredo abordado chamou minha atenção pelo menos inicialmente. Mas que filme sem empolgação, preguiçoso, de ritmo nada convidativo e bastante longo. Ninguém consegue se destacar aqui. A direção não é boa, não aproveitou melhor a ideia que tinha.
Filme começa ruim e termina ruim, isso pra não dizer que termina pior.
Pelos nomes envolvidos eu esperava algo bem mais engraçado e atrevido. Luta de Classes em Beverly Hills é uma sátira às novelas, mas o filme acaba deixando a sátira de lado e virando um novelão a seu jeito.
A "luta de classes" só se faz presente no ótimo início do filme, mas logo vemos que se trata de uma pegadinha. Vou dar duas estrelas com muita boa vontade.
Paul Bartel foi um cineasta na linha de John Waters. Sem tantas referências culturais em seus filmes, destacando mesmo o caráter bizarro das relações humanas.
Infelizmente, poucos falam deste diretor atualmente.
Este filme foi, provavelmente, sua produção com maior orçamento. A sequência inicial é bastante provocadora, exceto pelo desfecho.
A ciranda de casais e amantes pode às vezes cansar o espectador.
Mas tudo isso é compensado pelo peculiar senso de humor típico de seus filmes.
Vale apontar a bela Jacqueline Bisset e o cineasta e ator bissexto Paul Mazursky, além de um elenco cheio de atores histriônicos, incluindo o próprio diretor.
Lamentavelmente, só existem em VHS no Brasil.
Para quem busca comédias insólitas, este é um bom ponto de partida.