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Data de lançamento
19 Julho 2007Duração
Onde até a verdade mente.
Ambientada na Nova Iorque dos anos 1960, a série Mad Men acompanha a rotina do agitado mundo de Don Draper, diretor de criação da agência de publicidade Sterling Cooper, e de seus colegas de trabalho. Sucesso no meio publicitário e entre as mulheres, o misterioso Draper tem sempre as melhores estratégias para se manter a frente as mudanças e dos novos executivos da agência.
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O que eu passei de raiva nessa primeira temporada não está escrito! São esteriótipos dos mais diversos da sociedade dos anos 50. As mulheres não possuíam direitos e os homens… bom, os homens faziam o que bem entendiam.
Ver o paralelo da Betty e da Peggy foi muito interessante. Uma infeliz dona de casa que possuía tudo ao seu alcance, com um marido que detinha poder sobre tudo em torno da vida dela ( que bom que evoluímos) e uma jovem sonhadora que está se inserindo no mercado de trabalho em busca de mudar sua realidade. No meio disso tudo, grandes conflitos e descobertas.
Confesso que esse comentário é de alguém que já está na quinta temporada. O início foi bem difícil de digerir, porém a gente se acostuma, se envolve e humaniza os personagens, torce para o fracasso de alguns e melhora das condições de outros. No fim a gente se apega em todos kkkk vale a pena insistir e ver a evolução da história. Volto aqui quando chegar ao fim.
Há anos quero assistir esta série. Tentei começar em 2016,.mas não vingou. Nova tentativa agora, em 2026, e fluiu. Porém achei essa primeira temporada morna. Espero que esquente daqui pra frente.
Fui assistir com certa curiosidade e me prendeu. Ambientação, figurino, música, tudo muito bom e bem encaixado. Estranhei a dublagem, as vozes dos personagens me pareceram "pasteurizadas" e sem emoção, mas acabei me acostumando. Os personagens são interessantes e cativantes. Algumas ideias foram abandonadas pelo caminho mas não atrapalha. O protagonista é um cafajeste incurável. O personagem Roger Sterling acrescenta muito com seu tom debochado e descolado. No fundo um bando de beberrões e fumantes dentro do próprio ambiente de trabalho, achei curioso, outros tempos. Como um todo gostei muito.
Assistir tardiamente foi bom para mim. Na época do lançamento, eu não tinha gostado. Hoje eu consigo entender. É interessante como o protagonista por ser tão repulsivo causa um processo de humanização.
Aparências, segredos e verdades.
O perfeito nada perfeito Don Draper.
Uma figura deveras enigmática. Dono de um presente misterioso e um passado oculto.
Nem mesmo sua mulher conhece o que ele viveu, sabe pouquíssimo. Um personagem que brilha no trabalho, admiradíssimo por todos (ou quase, rola uma inveja também), e é super desejado por concorrentes.
Um homem que construiu a 'família ideal', que ele quis, muito diferente daquela da sua infância, mas que precisa de espaço e sente a falta de algo. Uma pessoa que mesmo abandonando o passado drasticamente e mudando de mundo ao se reconstruir continua fugindo. Continua com o vazio do não pertencimento por onde quer que ele vá, não importando suas companhias.
O uso dos flashbacks que revelam seu surpreendente passado é brilhante. A forma que a série aborda que, por mais que se queira, não se pode mudar totalmente quem somos e nem deixar de sofrer as consequências vividas que fazem parte de nossa história/formação é maravilhosa.
Don Draper é um dos melhores personagens da história da TV, não há discussão. E na primeira temporada já entendemos isso.
A infeliz 'que não pode' ser infeliz Betty Draper.
A dona de casa que é muito, muito mais do que 'apenas' uma dona de casa com ótimas condições de vida. A personagem quer se sentir viva, acima de tudo. E se vê triste, sem talvez nem entender as razões. Na verdade, ela só entende como não está bem ao sentir sua saúde sendo afetada.
Mais do que entender ou não, a realidade é que confrontar os motivos é mais difícil do que enfrentá-los numa época na qual mulheres pouco têm liberdade para serem o que realmente desejam. A sociedade quer que elas aceitem o papel que a mesma pensa que elas foram destinadas a viver.
A personagem sente isso na pele: fisicamente, emocionalmente, psicologicamente, existencialmente. Esse desejo intenso (pouquíssimo compartilhado) de buscar a felicidade e algum respiro no novo, fora de sua rotina que é segura, porém que a machuca, é algo fascinante de se acompanhar.
Em maior ou menor grau, todas as outras mulheres da série convivem com essa dura realidade. Betty é apenas um perfeito exemplo, uma mulher que simboliza todas as outras.
A imparável Peggy Olson.
A secretária com mais visão que todos ou quase todos em sua volta. Alguém que quer mais, bem mais do que já conseguiu, que sua função e que todos acham que ela é capaz.
Uma mulher que busca fazer o correto e seguir as regras com todos num ambiente que não liga muito para isso. E que se frustra com isso. E que ainda assim é falha como todos, um poço de contradições como são as pessoas em geral.
Don, seu chefe, é o protagonista da série, mas Peggy possui um arco também muito especial e marcante nesta primeira temporada. Peggy em sua jornada aprende bastante.
A jovem descobre que não há tempo para chorar. Não há espaço para ingenuidade.
Nem para confiar em quem se acha que se tem intimidade ou alguma reciprocidade.
E o pior: não se pode viver uma vida por inteiro. Fazer escolhas pesadas e dolorosas é necessário. Deve-se abrir mão em segredo de algo que ninguém gostaria de abrir mão (ao menos desta forma) para ter a chance de alcançar sucesso num mundo dominado por homens. Que arco e personagem especiais.
Temos ainda o ambicioso Pete, o bon vivant Roger, a segura e independente Joan e outros tantos bons personagens. Todos pessoas que são muito mais do que aparentam num primeiro momento, nenhum deles se encaixa em estereótipos e 'casinhas definidas'. "Mad Men" desenvolve personagens melhor do que 99% das séries. Talvez melhor do que 100% delas.
Algo que sempre me impressiona bastante em "Mad Men" é como a obra aborda temas super relevantes, universais e atemporais de forma extremamente natural.
Machismo, racismo, preconceitos e visões arcaicas de mundo são colocadas na tela da maneira mais fluida possível na narrativa. É absolutamente potente a forma como a série faz isso sem nenhum tipo de panfletagem ou drama minimamente fora/acima do tom.
Isso não torna o que vemos menos impactante, muito pelo contrário. As coisas funcionavam assim, as pessoas pensavam dessa forma. Não havia discussão, nem questionamentos praticamente, nem força para questionar.
Tal realidade torna a reflexão sobre esses assuntos e o choque com o que vemos ainda maiores. Ao mostrar e nos fazer entender o passado, a série diz muito sobre as evoluções e estagnações da sociedade.
Reconstituição histórica (a parte política que aborda a eleição Nixon x Kennedy durante toda a temporada é coisa fina), direção, roteiro, atuações, fotografia, trilha sonora, figurinos, início, meio e fim do mais alto nível, incrivelmente impressionantes.
E ainda temos o plot triste de Adam, as memórias do exército e da infância de Don, as decepções amorosas, os encontros e desencontros de casais, o fino humor e muito mais. Brilhante primeira temporada.
Bom demais começar essa revisão. Assistam "Mad Men", dá para contar nos dedos de uma mão quantas obras da TV estão no mesmo patamar.
No fundo, no fundo, todos querem apenas se sentir menos sozinhos.