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Data de lançamento
17 Nov. 2020Duração
O cotidiano de quatro jovens que criam um filho de nove anos em uma pequena cidade no litoral sul do Brasil. Lésbicas, feministas, anarquistas, não monogâmicas, elas constroem com as próprias mãos uma casa em uma área de ocupação em meio à mata, encarando a ameaça iminente de expulsão por parte da polícia. O filme mistura de maneira fluida duas linguagens improváveis: documentário de observação e
musical. É através da música que elas descarregam suas raivas e angústias, mas através dela também se curam. Derick é a promessa de um novo homem, mais sensível e feliz. Elas ampliam o conceito de maternidade e já são o que desejam: bruxas contemporâneas, que não se deixarão ser queimadas.
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Mães do Derick - Brasil - 2020 - visto no dia 22.11.2020
Um filme muito interessante, falando sobre novos formatos de família, de amor, União, luta. Esse longa retrata, nos mostra que não é só o casal tradicional pode trazer amor, conforto para uma criança. Mostra que cuidar, amar é muito além de qualquer formato de casal, independente de quantas, tipos de pessoas moram juntas, sim importa se a pessoa é humana mesmo. Aqui
4 mulheres que são 2 uma casal, o restante são amigas íntimas, onde todas convivem juntas e cuidam de um menino/criança de 7 anos
convívio dele com as suas mães, o ritmo, os hábitos diários
situação do negro, da mulher no Brasil, da identidade de gênero, machismo
Elas citam que as mulheres são chamadas de Feminazi
crianças brincando
moradores lutando pelo seu território e pela moradia
#mostramixBrasil.
Nota: 8,0
ta porra! @links cade cadeee
Viva a sociedade alternativa <3
Grata surpresa, muito convidativa, aliás: no começo, estava achando apenas corriqueira a abordagem documental. Ok, são quatro mulheres que criam um garotinho como se fosse um filho coletivo - numa espécie de 'kibbutz' lésbico - e que gritam palavras de ordem e brados empoderadores feministas. É um tema válido e atrativo, mas um tanto abundante na conjuntura audiovisual contemporânea. Até que o primeiro videoclipe interno surge repentina e abruptamente. E o filme se revela como uma construção mais delicada, em que a situação familiar do título é apenas um pretexto para algo mais delicado e urgente: o respeito às mulheres como capazes, dignas e amantes. As músicas são muito boas e as personagens reais são lutadoras, bravias. Não há a predominância de uma em relação às demais - exceto quando Thammy Tk12 está em cena, em companhia do grupo Taboias, defendendo justamente a integração e a coletividade, sob a lógica identitária "sapatão". As letras falam diretamente conosco, e sobre nós. Derick é muito simpático e ama igualmente as suas quatro mães. As pessoas ao redor parecem compreender e respeitar esta situação que não precisa ser atípica, mas modelar. Um filme de construção, sobre múltiplas construções intercaladas. Muito bom: este é o Brasil que desejo para mim e minhas semelhantes! (WPC>)