Perto de uma aldeia costeira da Tailândia, junto ao mar, onde milhares de refugiados Rohingya se afogaram, um pescador local encontra um homem ferido inconsciente na floresta. Ele resgata o estranho, que não fala uma palavra, oferece a ele sua amizade e o nomeia Thongchai. Mas quando o pescador de repente desaparece no mar, Thongchai lentamente começa a tomar conta da vida de seu amigo - sua casa, seu trabalho e sua ex-esposa.
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Não entendi o significado das cores.
A segunda metade, intentivamente corretiva em relação aos problemas pessoais do protagonista, não é tão fascinante quanto a primeira, repleta de mistérios e fascínio (além de um benfazejo clima homoerótico), mas os minutos finais, de ritual imersivo na natureza, é algo inebriante, para aplaudir-se de pé. Não obstante tratar-se da estréia do cineasta, suas referências matriciais são bastante reconhecíveis, visto que o sue país possui um diretor que é quase um gênero cinéfilo em si mesmo. A fotografia de Nawarophaat Rungphiboonsophit é absolutamente deslumbrante e a interpretação de Wanlop Rungkumjad conquista-nos pelo acolhimento pleno (o detalhe dos cabelos descoloridos foi magistral). Trilha musical muito condizente com a atmosfera encantatória do filme, que é também político em seus interstícios denuncistas. Imperfeito, mas digno de ser visto e revisto, acompanhado por quem amamos... (WPC>)
Linda surpresa da madrugada