Martinho Lutero

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Martinho Lutero (1953)
Martin Luther
Média do filme: 3.6 de 5 — baseado em 62 votos
MÉDIAFILMOW
3.6
62 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Irving Pichel
Duração 105 min (1h45)
Status Streaming

Dirigido por

Duração

105 minutos
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Sinopse

Quando Martinho Lutero dedicou-se a estudar inteiramente a Bíblia, entendeu a verdade de sua mensagem. Atormentado por um sentimento de culpa, rompeu laços com a Igreja Romana e se tornou a figura mais importante da Reforma Protestante. Em uma produção original, seu enredo ilustra todas as dificuldades e suas conquistas na tentativa de levar a verdade clara a todos.

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Marília Mendonça: Sentimento Louco | Trailer

Marília Mendonça: Sentimento Louco

Comentários 0
amigos querem ver
taironessantosoliveira
Tairones S. Oliveira
½
10 meses atrás

Assistir esse filme nos dias de hoje é um experimento muito interessante.
Gostei bastante da maneira como foi apresentado, apesar de achar a montagem bem diferente dos filmes que estou acostumado a assistir.
Acho que o filme foi bem fiel ao momento histórico.
Vale a pena conferir!
.
.
Obs.: assisti pelo YouTube do canal Vision Video.

wd25
Márcinho WD
1 ano atrás

07/04/2025
interessante

Co-produção teuto-estadunidense indicada a 2 estatuetas no Oscar: melhor fotografia em preto e branco e melhor direção de arte em preto e branco; no Festival de Cinema de Veneza, foi nomeado ao Leão de Ouro de melhor filme. Um aviso no início do filme o caracteriza como uma apresentação cuidadosa e equilibrada da história de Lutero: "Esta dramatização de um momento decisivo na história humana é o resultado de uma pesquisa cuidadosa de fatos e condições no século 16, conforme relatado por historiadores de muitas religiões." Na época, este filme foi proibido no Peru, Egito e Filipinas.

Também conhecido como "Martim Lutero", este drama histórico biográfico teve outras 2 versões: o seriado feito para a TV Lutero e a Reforma Protestante (83) e a co-produção teuto- estadunidense-tcheca-italiana Lutero (03). As filmagens aconteceram em Wittenberg, Saxony-Anhalt, em Wartburg, Eisenach, na Thuringia, em Wiesbaden e Eltville, em Hessen, em Rothenburg ob der Tauber, na Bavária, e em Maulbronn, Baden-Württemberg, na Alemanha.

A publicidade para este filme indicou que os produtores usaram a mesma impressora original de Guttenberg que imprimiu as primeiras Bíblias. A prensa está em exibição permanente no Museu de Mainz e foi usada durante uma montagem cinematográfica sobre a difusão dos escritos de Martin Luther (1483-1546). Embora possa ser um tanto morno como biografia e imóvel como um filme, ele foi o único em sua classe, pois joga mais para a mente do que para os olhos. Como um filme que expõe francamente o ponto de vista de um credo, esta biografia do "pai do protestantismo" é um poderoso documento humano. Provavelmente os Católicos Apostólicos Romanos não vão aprovar muito a história ou pelo menos vão tentar evitá-la.

marcelloitaliano
Marcello
6 anos atrás

Tem partes meio cansativas, mas é interessante e tem bons diálogos.

nilsonnobuakiyamauti
Nilson Nobuaki
8 anos atrás

.

A história de Lutero é incrível. Muitos cristãos rebeldes que tinham ousado afrontar os dogmas da Igreja Católica tinham morrido queimados vivos na fogueira, após sofrer torturas horríveis na prisão da Santa Inquisição. Lutero enfrentou as autoridades da Igreja com muita coragem.

Achei que o filme não explica de onde nasceu a coragem desse homem que mudou a história da Igreja Medieval.

Nos tempos de estudante, Lutero passou por uma experiência trágica. Quando passeava com um amigo, foram ambos surpreendidos por uma forte tempestade e um raio atingiu o seu acompanhante. Ele ficou alguns dias com a mente perturbada pela morte horrível do amigo e começou a ler a Bíblia. Lutero descobriu o Deus colérico do Velho Testamento. O Deus furioso que fulminou o seu amigo com um raio. Teve consciência de que seus pecados poderiam levá-lo a uma pena mais terrível que a morte do corpo: a punição eterna da alma. O jovem estudante passou a viver uma profunda crise espiritual. Em 1505, ele decidiu abandonar os estudos para ingressar no mosteiro agostiniano de Erfurt. Se não encontrasse a paz de espírito, poderia enlouquecer. Seus amigos ficaram bastante surpresos. Lutero frustrava o sonho do pai que desejava vê-lo formado em Direito.

No mosteiro, Lutero continuava perturbado pela consciência de seus pecados e pelo fato de não saber se conseguiria aplacar a fúria divina. Temia morrer sem ter recebido o perdão de Deus. Sentia pavor ao pensar na sentença de sua condenação no dia do juízo final. Lutero entregou-se a penitências, vigílias e jejuns rigorosos que quase o conduziram à morte. Nada conseguia eliminar as incertezas em relação à graça de Deus. Chegou a desconfiar que Deus poderia ter predestinado alguns homens à salvação, e outros à condenação eterna antes mesmo do nascimento de cada um. Estudando a Bíblia veio a dúvida: a salvação dependia mesmo de seus atos? Por mais que fizesse penitências não conseguia obter a certeza do perdão de Deus. As obras podiam apaziguar a implacável justiça divina como estipulavam os dogmas católicos? Lutero não desejava correr o risco de morrer sem ter sido perdoado. Não podia viver com essa dúvida angustiante. Precisava ter a certeza de ter recebido a graça de Deus antes de morrer.

No mosteiro, reconhecendo as habilidades acadêmicas de Lutero, seus superiores o encaminharam à Universidade de Wittenberg. Em 1512, após obter o diploma em Teologia, o monge agostiniano tornou-se professor dessa Universidade para ministrar cursos relacionados ao estudo de textos sagrados. Precisando dedicar-se ao estudo da Bíblia para preparar seus cursos, o jovem professor de Teologia começou a desenvolver certas percepções que iriam proporcionar-lhe paz de espírito e, também, iriam conduzi-lo por caminhos muito perigosos.

Nos estudos bíblicos, a principal clarividência Lutero obteve ao fixar-se na frase bíblica: O justo viverá da fé. Ao refletir seguidamente sobre o significado desse preceito, ele sentiu aos poucos a luz inundando a sua consciência atormentada. Prosseguindo o estudo do Novo Testamento, o professor de Teologia compreendeu que Deus não desejava vingar-se dos pecadores com uma justiça implacável. Ele tinha enviado o seu Filho ao mundo por amor à humanidade. Jesus Cristo tinha suportado a crucificação para redimir o pecado dos homens. Quem tivesse fé nas promessas de Cristo não precisava temer mais nada porque encontraria a salvação eterna.

Pela graça divina, por um dom de Deus, por meio da fé, os pecadores poderiam encontrar a salvação. Bastava crer cegamente na bondade de um Deus que enviou o seu filho ao mundo para ser crucificado para pagar pelos pecados dos homens. As boas obras serviriam apenas para os vaidosos se vangloriarem.

Liberto de suas angústias dilacerantes, Lutero sentia-se um novo homem como se tivesse ingressado no paraíso. Ele compreendeu que o Velho Testamento tinha sido superado com a vinda de Cristo ao mundo. O Novo Testamento trazia a esperança de que todos podem obter a salvação de suas almas por meio da fé na infinita misericórdia do Redentor.

Lutero compreendeu assim que a salvação não dependia de nada que fosse exterior ao indivíduo: Igreja, papa, padres, santos, Virgem Maria, boas obras. Se o cristão não tivesse fé no perdão de seus próprios pecados, tudo o mais seria inútil. A Bíblia deveria ser o verdadeiro alimento e amparo para a alma dos fiéis. Ele sentiu-se investido pela tarefa de disseminar essa revelação a todos os homens que vinham comprando indulgências vendidas pela Igreja com a finalidade de obter o perdão para os seus pecados e salvar suas almas.

Foi assim que Lutero desenvolveu uma coragem descomunal para enfrentar a instituição mais rica, poderosa e temível da sociedade feudal. Instituição que tinha exterminado milhares de cristãos taxados de hereges, como nas guerras contra os cátaros e hussitas, para citar apenas os dois genocídios mais célebres.

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