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Data de lançamento
3 Set. 2008Duração
França, começo dos anos 70.
Lucie uma garota de 10 anos, esteve desaparecida por um ano quando é finalmente encontrada numa estrada, louca e desorientada, sem conseguir contar o que aconteceu.
Seu corpo apesar de maltratado não tem indícios de violência sexual, então é levada a um hospital onde se afeiçoa a outra garota chamada Anna, que passa a cuidar dela e estreitar os laços de amizade para que supere a experiência traumática que viveu.
15 anos depois, Lucie está completamente fora de controle, em busca dos responsáveis por todo aquele sofrimento, envolvendo Anna em acontecimentos com consequências imprevisíveis.
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Finalmente assisti a Mártires, depois de anos vendo esse filme aparecer em listas de terror extremo. E, sinceramente, esperava algo bem mais impactante.
É um filme extremamente violento e, em alguns momentos, quase fetichista na forma como retrata o sofrimento. Acho que boa parte do que mantém o espectador preso é justamente a violência e a curiosidade de descobrir até onde aquilo vai chegar.
Porque, tirando isso, achei o roteiro bem mais fraco do que esperava. A mudança da história de Lucie para a organização envolvendo Anna é interessante, mas o filme depende de várias conveniências e situações pouco convincentes para fazer a trama avançar.
O que realmente gostei foi da ideia por trás do final. A busca por descobrir o que existe depois da morte dá um propósito àquela violência toda, e o fato de nunca descobrirmos o que Anna viu deixa uma ótima dúvida. O que ela contou para Mademoiselle? E por que aquilo foi suficiente para fazê-la tirar a própria vida?
Assisti de novo depois de anos e mudei minha opinião. Havia dado nota 5 e favoritado, dessa vez eu achei bom mas não é essa perfeição toda...
Tomei coragem e reassisti o filme, depois de anos. Senti a mesma sensação da primeira vez: soco no estômago, um incômodo. Mas com uma perspectiva diferente, o que leva a crueldade humana pra ter resposta, por um mero capricho e em nome da religião. Sem dúvidas, um dia meus filmes favoritos, mas aquele filme que não dá pra rever sempre.
É um bom filme mas passa longe de ser a obra de arte que dizem por aí. Peca muito pela violência excessiva contra as mulheres (todas ao longo do filme). Pessoas de caráter duvidoso vão favoritar e defender com unhas e dentes.
Há muitos anos assisti primeiro o remake americano que, apesar de não lembrar, obviamente é infinitamente inferior ao original, que pude assistir recentemente.
Ao mesmo tempo que é um ótimo filme, que gera um proposital desconforto por cenas fortes, ainda está longe de estar dentro daquele núcleo de filmes extremos que muitos o colocam.
Mas, ainda assim, figura entre os excelentes filmes de terror dos anos 2000.
O final, com margem para diversas interpretações, deixa a obra melhor ainda.