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Marvin nasceu numa pequena aldeia francesa, no seio de uma família pobre, inculta e totalmente dependente de apoios sociais. Devido à sua personalidade tímida e insegura, transformou-se numa criança delicada, alvo fácil de todo o tipo de abusos e maus-tratos. Em casa, era desprezado pelos pais, que o consideravam demasiado efeminado; na escola, era constantemente maltratado pelos colegas. Mas, quando se juntou ao grupo de teatro escolar, descobriu a sua verdadeira vocação. Ao atingir a maioridade, Marvin segue para Paris em busca do sonho de se tornar ator. E é debaixo das luzes da ribalta, longe das pessoas que o desprezavam, que acaba por se afirmar não apenas como artista, mas como ser humano digno de respeito…
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"...o sofrimento é como um farol sobre você, à noite. Faz desaparecer tudo."
Marvin é um filme sensível. É um ótimo filme que mostra o sofrimento de um garoto por ser homossexual, tem cenas doloridas, a solidão do menino, a família que não dava atenção na sua dor, escola que não importava com o bulling que ele sofria o tempo todo. O teatro veio como uma salvação do ambiente homofobico em que ele vivia, se tornando um escritor. É ótimo filme se você prestar atenção nos diálogos e degustar com calma o filme todo. É mais um filme que mostra o sofrimento de quem quer ter sua opção sexual, diferente do que a sociedade acha aceitável. Tem que ter esses filmes com abordagem do tema LGBTQIA+ para mostrar como a sociedade precisa ser mais humana, aceitando as pessoas como elas são com humanidade, carinho e muito respeito, afinal ter sua opção sexual não difere ninguém, são pessoas que trabalham, estudam, pagam impostos, precisam de amor como todos nós precisamos.
Sensível e maravilhoso. O passado traumático de Marvin, a sua libertação e a expressão de seus conflitos através da arte. Terminei o filme emocionado.
Uma trama até interessante, mas que a mim não prendeu, a trama é muito lenta e desenvolve de maneira fraca.
Um filme muito delicado e que, acredito eu, 90% dos gays se reconhecem em várias cenas.
Uma história contada em dois tempos simultâneos, intercalando cenas do Marvin adulto e criança. Em alguns momentos a edição falhou nessas idas e vindas deixando-as meio perdidas na trama, mas nada que prejudique a narrativa como um todo.
Quem curte psicanálise vai identificar fácil o papel da família na trama, na vida e no retorno do Marvin (agora Martin) até eles. Na cena final, o sorriso e o olhar de aprovação do Marvin criança para o seu eu adulto indica que valeu a pena batalhar pra se tornar quem ele queria ser.