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Data de lançamento
18 Set. 2015Duração
Thomas (Dylan O’Brien) e seus companheiros Clareanos vão encarar seu maior desafio até agora: procurar por pistas sobre a misteriosa e poderosa organização conhecida como C.R.U.E.L. Sua jornada os leva até O Deserto, um cenário desolado repleto de obstáculos inimagináveis. Unindo-se com lutadores da resistência, os Clareanos desafiam as forças superiores da C.R.U.E.L. e descobrem seus terríveis planos para todos eles.
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Tem Alguns Spoilers...
Corre mais, cambada! "Maze Runner: Prova de Fogo" chega na segunda marcha, sem dar seta e a 1000 km por hora! O Wes Ball olhou o primeiro filme e falou:
"Ah, eles achavam que o Labirinto era ruim? Então toma o fim do mundo na cara, e corre!"
Se você achou que os moleques teriam sossego depois de fugir daquela tortura de concreto, "Prova de Fogo" crava os dentes nas canelas da nossa ingenuidade. O filme engata no segundo exato onde o anterior parou. O Thomas e os sobreviventes são resgatados por um grupo militar misterioso liderado por um sujeito com cara de poucos amigos e levados para uma instalação blindada no meio do nada.
Mas o Thomas, com aquela teimosia legítima de quem não aceita cabresto de ninguém e de coisa alguma, logo descobre que eles saíram da frigideira para cair direto no fogo: o lugar é só mais uma filial da C.R.U.E.L., onde o vilão Janson (vivido por Aidan Gillen, com aquela cara lambida que dá vontade de socar) tá ordenhando o sangue dos garotos imunizados como se fossem gado para achar a cura do vírus.
Aí o bicho pega e o desespero corre mais que o tempo para eles saírem dali. Aris (Jacob Lofland), um moleque estranho, procura Thomas e pelos dutos de ventilação dá a real pro rapaz. Muitos jovens eram trazidos na surdina para serem pendurados como gado e serem drenados vivos. Ali foi o momento emblemático onde a máscara da corporação cai por terra. E o mais foda é que Thomas salva a dentuça da Teresa correndo contra o tempo para salvar a mina, sem saber que lá na frente ela ia cravar uma faca no peito dele! Vaca!
A fuga é desesperada, de tirar o fôlego! Prestes a serem mortos, a turma de Thomas foge pelos dutos junto de Aris, levando uma enfermeira de refém, escapando de tiros elétricos e deslizando de lado por baixo da porta blindada para desespero de Janson, servo de Ava Paige (Patricia Clarkson), chefona e responsável por tudo.
Eles ganham a liberdade, mas sob um deserto apocalíptico que fez da Terra um inferno depois que o sol fritou o planeta. O cenário brutalista do Labirinto dá lugar a uma imensidão de areia, onde eles são, ainda de noite, caçados na escuridão. E buscando abrigo num shopping (sempre um shopping), eles dão de cara com a verdade do mundo. Ali, a fita vira um terror: eles começam a pegar roupas e casacos para se proteger do frio, mas no momento em que acendem as luzes do lugar... Só falta cair Cranks do teto! Os bichos acordam e começa uma correria do capeta na escuridão. Corre, cambada, corre!
Mas na fuga, Winston foi mordido. Ver o parceiro ser infectado e, antes de virar monstro, pedir a arma para dar um fim na própria vida no meio das dunas, mostrou que o filme tava num nível de crueza absurdo. A história ganha mais esperança quando a cambada encontra os sobreviventes da resistência nas montanhas, liderados pelo rústico Jorge (Giancarlo Esposito) e sua filha Brenda (Rosa Salazar), que traz uma energia de rua foda pra história. A chegada deles foi demais!
A cena da tempestade de raios no deserto é um espetáculo visual bruto! Os moleques andando que nem camelo nas dunas de areia, mas quando chegam na instalação do Jorge o céu fecha com aquele enxofre preto no ar. De repente, começa a cair um bombardeio elétrico do céu! O raio atinge o Minho de jeito, o moleque voa longe, e o Thomas quase vira carvão junto! Correr como eles correram ali deve gerar até energia estática no carburador, só pode! Hahaha!
O Jorge comandava uma comunidade rústica no meio das ruínas, um negócio oculto e perigoso que tinha até Cranks amarrados no portão como cães de guarda para proteger o perímetro! O cara dá a fita de que vai ajudar os garotos a achar o refúgio dos rebeldes (Braço Direito), mas antes que eles consigam respirar, o comparsa do Jorge vende a localização deles para a C.R.U.E.L. por dinheiro!
Invasão, tiro pra todo lado e explosões, mas a cambada escapa graças aos planod de Jorge. O Wes Ball gravou a maior parte do filme nos desertos do Novo México, e esse peso brutalista e rústico transborda na tela. A cena do Thomas e da Brenda correndo e subindo as escadas do arranha-céu tombado, com os Cranks mordendo o calcanhar deles, e depois eles caindo em cima daquela vidraça gigante que começa a trincar no alto do abismo... Mano, aquilo faz o coração explodir e a rotação dos motores deles ir a dez mil RPM. Dá uma vertigem real, uma agonia do caramba! É cinema de ação que te joga para dentro do entulho.
E no meio do Apocalipse, onde o mundo virou um lixão tóxico, ver que o ser humano cria uma rave clandestina, regada a bebidas alucinógenas, com todo mundo dançando feito louco no escuro. É o fundo do poço da decadência: em vez de lutarem pelo futuro, as pessoas dão um jeito de fugir e buscar o prazer imediato numa viagem louca para tentar esquecer o mundo morto lá fora, cheio de enxofre e vírus. O ser humano nunca para de cavar sua cova antes de cair nela.
O desfecho é pura adrenalina e uma virada de mesa cruel pra franquia! Chegando no esconderijo da resistência, Thomas encontra os rebeldes do Braço Direito, liderados pelo rústico Vince (Barry Pepper) e Mary (Lili Taylor), uma ex-enfermeira que faz Thomas lembrar de quem ele realmente foi no passado. Mas o lapso de esperança é esmagado pela traição covarde da dentuça Teresa, que recupera a memória e entrega os amigos para a C.R.U.E.L.
Foi o momento Judas do filme! O ataque final do exército da corporação destrói o acampamento e resulta no sequestro do Minho, que é levado como carga de caminhão. Que ódio! O dá hora disso é ver o Thomas declarando guerra total contra a C.R.U.E.L., indo resgatar o amigo. O filme termina, mas puta merda! Que traição foda.
"Maze Runner: Prova de Fogo" é a sequência eletrizante do clássico filme anterior. Wes Ball dá um show de direção correndo junto com a galera do Thomas, que não teve água e nem refresco no filme todo. A história é ótima, o apocalipse do vírus Fulgor é aterrorizante, os Cranks são zumbis de respeito, e o mundo é literalmente aquela parte das escrituras onde o diabo senta a bunda no mundo pra cagar.
"Maze Runner" mostra o egoísmo nojento do mundo, uma geração velha, carcomida e podre que prefere caçar, sangrar e ordenhar a juventude até a morte para tentar salvar a própria carcaça. A cientista Ava Paige trocou a medicina pelo assassinato em massa institucionalizado. É uma ficção, mas o filme é um retrato fiel de uma humanidade que faliu por completo.
Um mundo feito de homens e mulheres doentes que erram e causam tragédias e, no seu fracasso, criam novas leis para que se mantenham no controle. Traumatizados, eles criam o caos e sobrevivem dos restos do seu ódio. É uma raça quase morta, e a esperança está no sangue de um grupo de adolescentes obrigados a dar suas vidas para que essa aba podre possa sobreviver. É uma espécie de Adrenocrome dado para jovens, em vez de crianças.
Saindo do fechado e entrando em mundo aberto a dinâmica muda. As cenas de ação ficaram tão boas quanto a primeira. No fim virou uma mistura de The last of us com Resident Evil. Vamos ver o que vem
Parece que pra fazer esse filme, eles pegaram pedaços de vários outros hahaha
Teresa FDP
Meia estrela e ainda é muito
O ar de mistério sumiu devido a mudança de cenário e no objetivo. Trouxe um ambiente muito mais perigoso prós personagens sobreviverem e trazendo a tona o contexto do conflito da humanidade, porém ainda falha pra caramba nesse enredo completamente jogado e apressado. Diminui a nota por ter muitas conveniências ridículas nessa parte.