é um harmonioso estudo teatral sobre a mecânica dos movimentos e os gestos do tradicional treinamento de boxe chinês das escolas shaolin e wu tang capturado pelas lentes fotográficas; é o termo "cinemática" invocado em seu signo mais puro: movimento, velocidade, geometria do corpo; as artes marciais se confundem muitas vezes com o balé... sendo um pouco mais abrangente, misturam-se, por vezes, com a maestria e finesse corporal que uma dança bem coordenada exige; o combate marcial se transfigura numa espécie de poema-dança, onde os músculos que se contorce e os braços que ensaiam movimentos constroem versos e tecem estrofes
em termos de cenário, tudo o que se vê é a sombra do rapaz, que o acompanha durante a performance e uma flauta que fornece ainda mais espirituosidade e pomposidade para a cena, talvez evidenciando a preocupação da maya deren em contemplar esse aspecto das artes marciais: a desenvoltura lírica do corpo
Meio que ela continua com os experimentos iniciados em "A Study in Choreography for Camera", mas dessa vez registrando por mais tempo movimentos tradicionais da cultura chinesa. Quando Chao-Li Chi salta do cômodo para o terraço, no qual aparecerá trajando roupas exóticas e segurando uma espada, Maya Deren faz do mundo o palco daquela dança. Os movimentos da câmera unem-se aos do registro e tornam aquela expressão especialmente eterna. O filme-dança.
é um harmonioso estudo teatral sobre a mecânica dos movimentos e os gestos do tradicional treinamento de boxe chinês das escolas shaolin e wu tang capturado pelas lentes fotográficas; é o termo "cinemática" invocado em seu signo mais puro: movimento, velocidade, geometria do corpo; as artes marciais se confundem muitas vezes com o balé... sendo um pouco mais abrangente, misturam-se, por vezes, com a maestria e finesse corporal que uma dança bem coordenada exige; o combate marcial se transfigura numa espécie de poema-dança, onde os músculos que se contorce e os braços que ensaiam movimentos constroem versos e tecem estrofes
em termos de cenário, tudo o que se vê é a sombra do rapaz, que o acompanha durante a performance e uma flauta que fornece ainda mais espirituosidade e pomposidade para a cena, talvez evidenciando a preocupação da maya deren em contemplar esse aspecto das artes marciais: a desenvoltura lírica do corpo
A câmera que se junta ao corpo e o corpo que se junta a câmera de Maya, na dança perante o espaço. Lindo.
que bonito!!!!!
#52FilmsByWomen (24)
Meio que ela continua com os experimentos iniciados em "A Study in Choreography for Camera", mas dessa vez registrando por mais tempo movimentos tradicionais da cultura chinesa. Quando Chao-Li Chi salta do cômodo para o terraço, no qual aparecerá trajando roupas exóticas e segurando uma espada, Maya Deren faz do mundo o palco daquela dança. Os movimentos da câmera unem-se aos do registro e tornam aquela expressão especialmente eterna. O filme-dança.
Tão leve, mas ao mesmo tempo intenso.