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Filme da Caravana Farkas, documentário sobre o Cangaço, movimento armado de bandoleiros que atuou no nordeste brasileiro na década de 1930, incluindo depoimentos de sobreviventes da luta (policiais e cangaceiros), análise do antropólogo Estácio de Lima e imagens originais de 1936, filmadas por Benjamim Abrahão, mascate que se infiltrou nas fileiras de Lampião (e que anos depois virou personagem do filme Baile Perfumado).
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Documentário de 25 minutos que conta com depoimentos de quem viveu a época do cangaço. Policiais e ex-cangaceiros falam um pouco do seu passado, e tem também as únicas filmagens de Lampião e seu bando, além de filmagens de suas cabeças decapitadas que eram exibidas pelas cidades. Poderia ser mais longo, só que ao mesmo tempo, os poucos minutos de filmagens são suficientes para quem nada entende sobre o assunto sair satisfeito com as informações.
Interessante.
Curioso ver um medico legista em plenos anos 60 vomitando teorias racistas. É risível a hipótese de que gordos não podem ser violentos (será que ele nunca tinha ouvido falar em Al Capone ?)
Bom para quem quer fugir de cinebiografias sensacionalistas e falácias tendenciosas. Meticuloso em questionar a fatídica emboscada de Lampião e seu bando, e os autores deste crime hediondo. Grande material do contexto cultural.
Documento histórico raríssimo de importância imensurável. Essencial para entender o fenômeno do cangaço como sintoma social de estruturas altamente arcaicas e opressoras. O sertão é luta. É sobrevivência. Ou, como escreveu Guimarães Rosa, “Sertão é onde manda quem é forte, com as astúcias. Deus mesmo, quando vier, que venha armado!”.
Recomendadíssimo.
Material de primeira.