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Memórias de Amor é uma telenovela brasileira produzida e exibida no horário das 18 horas pela Rede Globo, entre 5 de março e 1 de junho de 1979, em 82 capítulos. Substituiu A Sucessora e foi substituída por Cabocla, sendo a 17ª "novela das seis" exibida pela emissora.
Rio de Janeiro, 1888. Jorge (Eduardo Tornaghi) e Lívia (Sandra Brea) são separados no amor por imposição de Aristarco Argolo Ramos (Jardel Filho), pai de Jorge e dono do maior colégio interno para rapazes da Corte: o Ateneu. A história mostra o relacionamento dos alunos do colégio, como Sérgio (Maneco Bueno), que aos poucos vai-se aborrecendo com os métodos apresentados, até o desencantamento.
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Essa, com apenas seis capítulos, já deu pra ter um vislumbre de como era monótona. Um dos principais erros, na minha opinião, está justamente na escalação da Sandra Bréa como uma moça jovem e romântica. Ela era um mulherão demais pra se sujeitar a esse papel, e a caracterização da personagem também não ajudou. Nos dois capítulos finais, achei a caracterização bem melhor, condizente com uma mulher mais madura. O Jardel Filho, achei caricato e até mesmo canastrão no papel. No geral, não gostei do que sobrou da obra.
Não me pareceu uma novela necessariamente ruim, mas sem carisma e nada marcante. A proposta de adaptar O Ateneu não foi seguida à risca - não por culpa do autor, e sim da própria emissora que exigiu uma novela romântica e água com açúcar. Logo, muitos personagens e situações foram inventados por conta dessa imposição, o que tornou o resultado final meio esquizofrênico. O Ateneu combinaria mais com outro horário ou talvez como minissérie, acredito eu.
Apesar de monótona e confusa, o elenco e o autor fizeram o possível para manter o interesse. Jardel Filho é sempre grandioso, mas achei um pouco acima do tom aqui. Quem manteve o meu interesse foi a sempre linda Sandra Bréa.