Amigos de infância curdos Hussein (37) e Alan (40) dirigem e produzem um filme sobre o genocídio de curdos no Iraque , a operaçao Anfal em 1988. Eles aprendem que , para alcançar veracidade pelos meios de cinema e demonstrar as suas próprias identidades , vale a pena colocar tudo na linha - até mesmo a sua própria vida.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Um filme simples que mostra as dificuldades enfrentadas por curdos ao realizar um filme. A temática de mostrar um filme dentro de outro é um tanto Kiarostamiana, várias vezes o Irã é citado em "Memories on stone". Quem conhece o cinema curdo sabe que ele é atual, embora o primeiro filme com o tema tenha sido gravado ainda em 1927 "Zare". No entanto, demorou décadas para que novos filmes viessem a tona, o que ocorreu apenas na década de 70. O cinema turco foi responsável por isso,com destaque para o curdo-turco Yilmaz Güney, tanto homenageado neste filme, e sua grande pérola "Yol" (Br.: O Caminho). Chama atenção o fato de atores não profissionais atuarem, o que é bastante comum não apenas no cinema curdo. Há até uma brincadeira com o fato de o protagonista, o narcisista Roj Azad, me pareceu, ou apenas tive impressão de brincarem com o fato de a cantora curda-estadunidense Helly Luv já ter atuado, pessimamente, pra ser sincera, não gosto dela. E as tradições que ainda imperam a região quando a questão é a mulher, honra, patriarquismo, restrições, casamento etc. Me bateu aquela vontade de ligar pra Hussein, e dizer: "Eu interpreto a Lorin sem problema algum, mesmo sem eu falar curdo" kkkkk
Enfim, "Memories on stone", apesar de utilizar o Anfal como pano de fundo, trás elementos já tanto explorados no cinema curdo, persa e árabe. O que mais me encantou foi a singela homenagem ao grande Yilmaz Güney!