Hayley (Ellen Page) tem 14 anos e se encontra em uma lanchonete com Jeff (Patrick Wilson), um fotógrafo com 30 e poucos anos que ela conheceu pela internet. Só que esse encontro começa a tomar rumos inesperados quando ele leva a garota para casa.
Um filme que se constrói em cima de quebras de expectativa e que conta com uma direção muito certeira de David Slade em seus closes constantes e no uso das cores para definir risco, ameaça, desejo e tensão. Dos filmes que vi, é a melhor atuação de Elliot Page, e Patrick Wilson não fica atrás. Talvez o ato final perca um pouco do peso construído no decorrer do filme, mas é um daqueles filmes que subverte a lógica de presa e predador num sentido quase de justiça poética.
Os Perigos dos chats online e dos predadores digitais a partir de um roteiro cortante pegando essa ansiedade social, injetou-lhe uma dose cavalar de teoria feminista e a transformou em um conto de fadas perverso e subversivo, um conto de Chapeuzinho Vermelho onde a menina não apenas mata o lobo, mas o disseca metodicamente enquanto ele ainda está vivo.
E se Jeff for inocente de tudo, exceto de um mau julgamento? Nesse caso, o filme se torna a história de uma jovem psicopata aterrorizante que destrói um homem por capricho
Outra leitura: Hayley não é real. Ela é uma manifestação da consciência culpada de Jeff, um fantasma de suas vítimas passadas ou potenciais, que o leva a um julgamento e execução auto-infligidos.
Um filme que se constrói em cima de quebras de expectativa e que conta com uma direção muito certeira de David Slade em seus closes constantes e no uso das cores para definir risco, ameaça, desejo e tensão. Dos filmes que vi, é a melhor atuação de Elliot Page, e Patrick Wilson não fica atrás. Talvez o ato final perca um pouco do peso construído no decorrer do filme, mas é um daqueles filmes que subverte a lógica de presa e predador num sentido quase de justiça poética.
Top D + 🙀🤙🏻
A internet está cheia de pessoas com más intenções, cuidado!
23.06.2008
Os Perigos dos chats online e dos predadores digitais a partir de um roteiro cortante pegando essa ansiedade social, injetou-lhe uma dose cavalar de teoria feminista e a transformou em um conto de fadas perverso e subversivo, um conto de Chapeuzinho Vermelho onde a menina não apenas mata o lobo, mas o disseca metodicamente enquanto ele ainda está vivo.
E se Jeff for inocente de tudo, exceto de um mau julgamento? Nesse caso, o filme se torna a história de uma jovem psicopata aterrorizante que destrói um homem por capricho
Outra leitura: Hayley não é real. Ela é uma manifestação da consciência culpada de Jeff, um fantasma de suas vítimas passadas ou potenciais, que o leva a um julgamento e execução auto-infligidos.