Dirigido por
Duração
História complexa sobre uma jovem que herda uma propriedade discriminadas na borda do deserto peruano, sem nenhuma explicação sobre os antigos proprietários ou o que tinha acontecido com a casa uma vez prosperando. Ao pesquisar através das rochas e areias relíquias, ele descobre as respostas para o mistério, contada em flashbacks. O filme combina busca do menino com outras questões sócio-económicos relevantes no Peru, em um confuso, mas forma perspicaz. A fotografia do deserto é impressionante. O único filme peruano já nomeado para um Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro (1972)
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Mirage (1972) Armando Robles Godoy
Temos aqui um filme muito interessante, confesso que não tinha visto nenhum filme peruando, pelo menos não me recordo, e também não conhecia esse diretor Armando R. Godoy e posso dizer que me deixou confuso em algumas partes do filme, tive que ver duas vezes para entender melhor.
O filme nos mostra duas famílias distintas uma da outra, uma família pobre que busca de melhores condições de vida que tem um filho e estão planejando se mudar para Lima, mas o filho não quer ir por que acha que o futebol pode ajudar e dar uma chance para ele como jogador, já a outra família com melhores condições, cultivam uvas para fazer vinhos, então tem uma condição melhor, voltando a primeira família eles se cruzam em suas histórias, mas são tempos diferentes, épocas diferentes, como eu disse na primeira família são bem pobres e estão de mudança para a capital Lima, essa narrativa é nos dias atuais do filme, já a da família mais rica se passa no passado a maior parte, vamos entender por que disso e como se encontram. Godoy conta uma história romântica que acontece com a filha do fazendeiro ele descobre que sua esposa tem um caso com um de seus funcionários, ele prende o rapaz e o manda para o deserto quente para morrer, no começo do filme vemos uns flashes de um homem correndo, agora entendi o que representava isso, e nesse tempo a casa e a instalações são boas e produtivas, falando nisso uma parte bem curiosa é na hora de contratar as pessoas para a colheita das uvas, fez as entrevistas com todos e uma pergunta me intrigou, “sabe assobiar?” só depois fui entender o porquê disso, para eles cantarem durante o processo de colheita dessa forma não poderiam comer as uvas, mas quando eles notaram que todos estavam assoviando cada um do seu jeito e logo depois reparam que estavam assoviando a mesma melodia, sacaram... Ai claro que o patrão ficou com raiva, achou que eles descobriram como comer as uvas durante a colheita, bem interessante essa parte, voltando ao presente o filho da família pobre que se muda para Lima tem a sua volta um professor que os ajuda na mudança e os questionam por fazer isso, e o filho deles é amigo de Juan José, é agora que as famílias se encontram, Ruan é filho da esposa do fazendeiro criador de uvas, ele vive nas ruinas que outrora foi uma fazenda rica, vive só entre as ruinas da velha casa, fria, escura e com visões do passado, de sua mãe, há alguns furos no roteiro na minha opinião, devia ter passagem melhor aqui, enfim, ele vive em outra parte triste da historia do filme, onde tem visões de sua mãe morta por causa de um amor proibido, ao que tudo indica o padre disse que houve uma tragédia na fazenda, por isso estão tão destruída aos tempos atuais do filme, e o filme retrata bem esse passado da família rica e já morta nas narrativas, mas agora que Ruan encontrar mais uma visão da sua mãe, ele encontra uma carta deixada por ela, explicando o que aconteceu e nesse meio tempo parece que o tempo uniu ela com seu amor, eles se reencontram quando o garoto entende o que houve com ela, como se finalmente ela pode ficar com seu amor.
Bem o filme é fácil de ver, mas não é tão simples assim, acho que é um filme que estava bem a frente de seu tempo, Armando R. Godoy fez um filme sobre amor, isso esta bem claro não tem como não ver isso, a sua forma de passar isso, de mostra a pobreza e ao mesmo tempo a riqueza, lado a lado.
Simplesmente um dos melhores filmes latinoamericanos de todos os tempos. Incrível!
O que é aquela cena dos trabalhando assobiando a Internacional??? Caramba! PQP! Eu arrepiei aqui.
Lindíssimo, uma profusão de histórias no mesmo filme, apenas achei que talvez poderia alongar ele um pouco e tratar melhor das outras histórias, como a questões dos trabalhadores agrícolas e sua exploração... Se fizesse isso, o filme ficaria perfeito.
Não me canso de dizer que o "cinema social" latinoamericano é o melhor do mundo. E, pra mim, esse é o melhor filme peruano já feito. Infelizmente, hoje é um filme bem desconhecido e difícil de se achar (e a qualidade da versão disponível na internet é bem baixa), mesmo tendo sido indicado a vários prêmios na época, inclusive ao Globo de Ouro, e ganhar 2 prêmios (em Cartagena e Chicago).
SUPER RECOMENDADO!