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Sinopse
Quando uma importante missão não sai como o planejado, Ethan Hunt (Tom Cruise) e o time do IMF unem forças em ação numa corrida contra o tempo para acertar as contas com os erros do passados.
Se Nação Secreta é o xadrez, Fallout é o xeque-mate. A história contínua da duologia mais conectada e consistente da franquia.
Se um vilão já era bom, dois trabalhando em conjunto conseguem ser ainda melhores. Entre perseguições frenéticas pelas ruas e pelos céus, Tom Cruise faz o que sabe de melhor: correr como se estivesse tentando impedir sua própria sombra de alcançá-lo. Nem mesmo um banheiro parece resistente o suficiente para suportar uma pancadaria de alto nível.
O auge da franquia em um espetáculo de tirar o fôlego. O resultado é tão impressionante que quase faz a gente esquecer que Tom Cruise deixou um tornozelo pelo caminho.
Revisto em 20-08-2025 e pode ter spoiler. . . . . Ainda não vi o novo, mas acho difícil superar esse que pra mim é o melhor da franquia e um dos melhores filmes de ação dos últimos anos.
Comentário do dia 11-06-2022
Pra mim no quesito ação, adrenalina e empolgação é o melhor da série. Tem várias sequências de ação primorosas. O confronto no banheiro com aquele carinha lá bem arisco parecendo um siri na lata. A perseguição com as motos e carros, muito, mas muito bem filmada e uma das melhores já realizadas nos últimos tempos. Toda a sequência pra desmascarar August Walker, e o mais irônico que foi usando as máscaras que ele zombou no início. Mas a melhor de todas é a perseguição com helicópteros, vertiginosamente foda. Henry Cavill sem dúvida foi uma excelente adição, elevou bastante o nível.
Já faz alguns anos que desço com cuidado o lenho em filmes muito aclamados que vejo e desgosto - é grande a chance de revê-los depois de anos e engolir as palavras.
Um dia terei de rever tanto o primeiro Missão Impossível do Christopher McQuarrie - Nação Secreta, como este Fallout.
E talvez reveja pois o trabalho é de grande competência. Passando léguas distante do princípio do menor esforço, McQuarrie e Cruise abrem o catálogo de recursos visuais criando cenas de escala impressionante, destacando-se uma, ao final, que envolve um acidente de avião numa montanha.
Contudo, embora laboriosos e cheio de boas referências - ao Christopher McQuarrie falta o que Brad Bird (diretor do Protocolo Fantasma, pra mim o melhor da franquia) tem de sobra, que é um humor bem calibrado e uma relação irônica com os próprios absurdos - Nação Fantasma e Fallout são sisudos demais, quase pretensiosos, funcionando em pequenos momentos de virada dramática
gosto do início, quando um cenário hospitalar que envolve uma televisão apresentando noticiário se mostra falso, ou na falso combate envolvendo o diretor encarnado pelo Alec Baldwin
, mas de resto parecem uma imensa crime de meia-idade do Tom Cruise, inclusive finalizando
com sua ex-mulher derramando-se amorosamente para ele, que a essa altura já está para se envolver com uma espiã mais jovem.
E talvez resida um pouco nisso a razão pela qual gosto de John Wick - da franquia e do personagem - mais do que de Missão Impossível. Embora JW conte com menos filmes, alguns desses sejam menores, e o personagem-título seja um casmurro menos falante, seus roteiristas e diretor constroem de forma incrivelmente econômica o universo que o cerca, este habitante por coadjuvantes e antagonistas mais exóticos e vivazes, muitos capazes de dar origem a histórias próprias. Após seis filmes de Missão Impossível (ainda não vi os últimos) Ethan Hunt continua não sendo ninguém, não passa de um avatar para que Tom Cruise faça acrobacias impressionantes de ver, contanto que nos lembremos de que na tela está Tom Cruise metendo medo nos acionistas da Paramount, e não Ethan Hunt metendo medo na organização terrorista da vez.
Aliás, já que estou comparando, percebam que tanto Hunt como Wick são personagens construídos de forma indireta, a partir do que amigos e vilões dizem deles. Enquanto os coadjuvantes do primeiro passam vários filmes dizendo que ele é perfeito, um homem sensivel e combativo, um ser humano maravilhoso e altruísta, um super-homem com toda a bondade que o acompanha, os coadjuvantes do John Wick falam dele como um monstro que irá matar a todos
Mas, voltando ao Efeito Fallout, é este o quadro que se apresentou para mim: um filme imensamente competente, escrito, produzido e roteirizado por profissionais que entendem do riscado e são maravilhados pelo Cinema, cheio de set-pieces admiráveis, um pouco chato, repleto de vilões da Turma da Mônica ("eu já contaminei mulheres e crianças com varíola, eu não tenho limites!") e excessivamente focado num ator que talvez devesse gostar um pouco mais de dividir as atenções.
Até que não é pouca coisa, mas, até a próxima revisão, queria mais.
Se Nação Secreta é o xadrez, Fallout é o xeque-mate. A história contínua da duologia mais conectada e consistente da franquia.
Se um vilão já era bom, dois trabalhando em conjunto conseguem ser ainda melhores. Entre perseguições frenéticas pelas ruas e pelos céus, Tom Cruise faz o que sabe de melhor: correr como se estivesse tentando impedir sua própria sombra de alcançá-lo. Nem mesmo um banheiro parece resistente o suficiente para suportar uma pancadaria de alto nível.
O auge da franquia em um espetáculo de tirar o fôlego. O resultado é tão impressionante que quase faz a gente esquecer que Tom Cruise deixou um tornozelo pelo caminho.
Revisto em 20-08-2025 e pode ter spoiler.
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Ainda não vi o novo, mas acho difícil superar esse que pra mim é o melhor da franquia e um dos melhores filmes de ação dos últimos anos.
Comentário do dia 11-06-2022
Pra mim no quesito ação, adrenalina e empolgação é o melhor da série.
Tem várias sequências de ação primorosas. O confronto no banheiro com aquele carinha lá bem arisco parecendo um siri na lata. A perseguição com as motos e carros, muito, mas muito bem filmada e uma das melhores já realizadas nos últimos tempos. Toda a sequência pra desmascarar August Walker, e o mais irônico que foi usando as máscaras que ele zombou no início.
Mas a melhor de todas é a perseguição com helicópteros, vertiginosamente foda.
Henry Cavill sem dúvida foi uma excelente adição, elevou bastante o nível.
melhor da franquia até então
Já faz alguns anos que desço com cuidado o lenho em filmes muito aclamados que vejo e desgosto - é grande a chance de revê-los depois de anos e engolir as palavras.
Um dia terei de rever tanto o primeiro Missão Impossível do Christopher McQuarrie - Nação Secreta, como este Fallout.
E talvez reveja pois o trabalho é de grande competência. Passando léguas distante do princípio do menor esforço, McQuarrie e Cruise abrem o catálogo de recursos visuais criando cenas de escala impressionante, destacando-se uma, ao final, que envolve um acidente de avião numa montanha.
Contudo, embora laboriosos e cheio de boas referências - ao Christopher McQuarrie falta o que Brad Bird (diretor do Protocolo Fantasma, pra mim o melhor da franquia) tem de sobra, que é um humor bem calibrado e uma relação irônica com os próprios absurdos - Nação Fantasma e Fallout são sisudos demais, quase pretensiosos, funcionando em pequenos momentos de virada dramática
gosto do início, quando um cenário hospitalar que envolve uma televisão apresentando noticiário se mostra falso, ou na falso combate envolvendo o diretor encarnado pelo Alec Baldwin
com sua ex-mulher derramando-se amorosamente para ele, que a essa altura já está para se envolver com uma espiã mais jovem.
E talvez resida um pouco nisso a razão pela qual gosto de John Wick - da franquia e do personagem - mais do que de Missão Impossível. Embora JW conte com menos filmes, alguns desses sejam menores, e o personagem-título seja um casmurro menos falante, seus roteiristas e diretor constroem de forma incrivelmente econômica o universo que o cerca, este habitante por coadjuvantes e antagonistas mais exóticos e vivazes, muitos capazes de dar origem a histórias próprias. Após seis filmes de Missão Impossível (ainda não vi os últimos) Ethan Hunt continua não sendo ninguém, não passa de um avatar para que Tom Cruise faça acrobacias impressionantes de ver, contanto que nos lembremos de que na tela está Tom Cruise metendo medo nos acionistas da Paramount, e não Ethan Hunt metendo medo na organização terrorista da vez.
Aliás, já que estou comparando, percebam que tanto Hunt como Wick são personagens construídos de forma indireta, a partir do que amigos e vilões dizem deles. Enquanto os coadjuvantes do primeiro passam vários filmes dizendo que ele é perfeito, um homem sensivel e combativo, um ser humano maravilhoso e altruísta, um super-homem com toda a bondade que o acompanha, os coadjuvantes do John Wick falam dele como um monstro que irá matar a todos
Mas, voltando ao Efeito Fallout, é este o quadro que se apresentou para mim: um filme imensamente competente, escrito, produzido e roteirizado por profissionais que entendem do riscado e são maravilhados pelo Cinema, cheio de set-pieces admiráveis, um pouco chato, repleto de vilões da Turma da Mônica ("eu já contaminei mulheres e crianças com varíola, eu não tenho limites!") e excessivamente focado num ator que talvez devesse gostar um pouco mais de dividir as atenções.
Até que não é pouca coisa, mas, até a próxima revisão, queria mais.
O melhor da franquia pra mim!