Num futuro distante, um casal de cientistas vive numa estação orbital científica chamada Saturno 3. Certo dia, eles recebem a visita de um militar que pretende utilizar os laboratórios para a construção de Hector, um robô de altíssima tecnologia. Só que a máquina se apaixona pela bela esposa do cientista, demonstrando um ciúme obsessivo pela mulher.
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Sci-fi datadíssimo, imitão de 2001. Kirk Douglas sexagenário mostrando a bunda sem cerimônias, Farrah Fawcett puro reboco de maquiagem na cara e Harvey Keitel com cara de porta. E é muito, muito moroso no andamento.
Mais um filho feio de "Alien", Missão Saturno 3 é chato, datado, aqui o roteiro só substituiu o xenomorfo pelo robô, nem os nomes do veterano Kirk Douglas e de Harvey Keitel salvam essa bomba.
Chato. Não só pelos efeitos especiais que são tediosos feito o diabo (cada movimento do Hector demora uns 15 minutos pra terminar) mas especialmente pela premissa mal aproveitada. Mesmo considerando a época em que foi feito, é hiper datado, parecendo saído dos anos 1960 quando foi feito duas décadas depois! Contemporâneo de Star Wars e Alien, ambos mais velhos que esse, o filme soa fora de lugar. Além disso, tem mais maquiagem no rosto da Farrah Fawcett do que no filme todo.
O filme tem um argumento bom, mas é só. Tem uma produção de scifi dos anos 60, incrível que foi feito depois de Alien. Felizmente o primeiro Star Wars subiu o sarrafo das próximas sci-fi dos anos 80, que tiveram que melhorar a sua qualidade visual. Saturno 3 tem tantos erros de continuidade que dá a impressão que o foco era mostrar a beleza da Farrah Fawcett, sob diferentes penteados e figurinos. Kirk Douglas só tirando casquinha da dita cuja e Harvey Keitel em uma interpretação robótica assustadora, ganhando da máquina nesse quesito. Vale assistir por curiosidade e autoflagelação.
Esse filme teve muitos problemas na produção, incluindo troca de diretores, mudanças no roteiro e um orçamento que, embora alto, foi reduzido.,fracassando nas bilheteiras, gerando prejuízo. As comparações com Alien foram inevitáveis, pois parece ter tentado emular a atmosfera do clássico. Segundo o biógrafo de Keitel, é uma mancha em seu currículo. Embora tenha recebido algumas indicações ao Framboesa de Ouro, não é tão ruim. É uma pena que muitas cenas tenham sido cortadas e perdidas.